2005-01-23

Subject: Chocos conquistam parceiras com técnica travesti

News of the Wild

 

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Em destaque:

Chocos conquistam parceiras com técnica travesti 

 

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Os chocos devem ser os maiores artistas da transformação do reino animal. Os machos solteiros podem adoptar um sofisticado disfarce feminino que os ajuda a aproximar das fêmeas guardadas por outros machos de maiores dimensões.

Agora, os investigadores provaram que os chocos mímicos, que podem alterar a sua aparência instantaneamente, acasalam com sucesso com as fêmeas dos outros machos.

Todos os anos, no Inverno, milhares de chocos gigantes australianos Sepia apama juntam-se ao largo da costa sul da ilha continente para acasalar. A competição entre os machos pelas fêmeas é intensa, em média quatro machos combatem pelos favores de uma fêmea, mas a razão entre os sexos pode chegar a ser tão elevada como 11 machos para uma fêmea.

O vencedor de cada um desses desafios, geralmente um macho de grande dimensão, guarda a sua parceira zelosamente mas os machos menores ainda conseguem obter cerca de um terço de todos os acasalamentos que se realizam.

Há uma variedade de tácticas ao dispor de um macho dissimulado, entre elas esperar até que o macho consorte esteja ocupado a afastar outro macho concorrente, encontrar-se com a fêmea debaixo de uma rocha quando ela se prepara para pôr um ovo e disfarçar-se ele próprio de fêmea.

Esta última possibilidade é um truque elaborado, considera Roger Hanlon, biólogo marinho do Woods Hole Marine Biological Laboratory. Para ser convincente, o imitador tem que obter uma coloração malhada, esconder alguns dos seus braços e alterar a forma dos braços visíveis.

Apesar de esta prática já ter sido observada anteriormente, até agora ninguém tinha demonstrado que funcionava, ou seja, que os imitadores dissimulados conseguem realmente fecundar as fêmeas alvo.

Assim, Hanlon e os seus colegas observaram o comportamento de cinco machos imitadores de fêmeas ao largo de um afloramento rochoso ao norte do golfo Spencer, no sul australiano. 

Descobriram que em 30 de 62 tentativas, os imitadores conseguiam enganar o macho guarda e aproximar-se das fêmeas. Os investigadores usaram a impressão digital genética para mostrar que os imitadores conseguiam fecundar as fêmeas, relatam no número desta semana da revista Nature.

A equipa também descobriu que os imitadores conseguem alterar a sua aparência até dez vezes em apenas quinze minutos. "O nível de sofisticação da imitação é espantoso", diz Bryan Neff, ecologista comportamental da Universidade de Western Ontário no Canadá. "A taxa a que o conseguem realizar é incrível." 

As imitações sexuais não são novidade no reino animal. Tanto peixes Lepomis macrochirus como cobras Thamnophis sirtalis parietalis são conhecidas por as utilizarem mas os chocos são os únicos animais que conseguem alterar tão radicalmente a sua aparência física em tão pouco tempo. 

 

Outras Notícias:

Porque os mosquitos preferem alguns de nós

 

A Rothamsted Research descobriu que as pessoas menos propensas a ser picadas produzem odores que mascaram os que já se sabia que atraíam os sugadores de sangue.

Este repelente natural pode ser usado para proteger das picadas todas as pessoas, sugere o Biotechnology and Biological Sciences Research Council, mas até que isso aconteça as pessoas que são mais picadas podem tirar partido de estar perto das que escapam.

A Rothamsted Research testou a reacção dos mosquitos da febre amarela ao odor de um punhado de voluntários. Os resultados identificaram vários compostos que "reduziram uma pessoa ao nível de atracção do ar", diz James Logan, parte da equipa responsável pelo estudo. 

Outros investigadores tinham presumido que algumas pessoas não produziam os odores atractivos, mas "o que nós achamos é que estes odores atractivos ainda lá estão mas mascarados por outros químicos produzidos por essas pessoas", diz Logan.

Segundo ele, pode se possível produzir novos repelentes de insectos que contenham estes odores naturais, que seriam completamente inodoros para o Homem, ao contrário dos actuais.

O professor John Pickett refere: "Identificámos cerca de 11 compostos. Vamos agora reduzir este leque de opções para o mais eficiente e perceber quais as misturas que melhor funcionam."

O professor Chris Curtis da School of Hygiene and Tropical Medicine de Londres, concorda que existem pessoas mais atractivas para os mosquitos que outras, mas o calor é outro importante factor a considerar. Um dos seus estudantes descobriu que as suas peúgas quentes e suadas eram particularmente atraentes para os insectos.

 

 

Saber mais:

Cuttlefish Capital

Marine Biological Laboratory

London School of Hygiene and Tropical Medicine

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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