2005-01-22

Subject: Álcool aumenta o poder do cérebro?

News of the Wild

 

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Em destaque:

Álcool aumenta o poder do cérebro?

 

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Pode uma bebida por dia impedir o declínio mental? A descoberta de que mulheres mais velhas que consomem quantidades moderadas de álcool terem melhores resultados em testes cognitivos sugere que sim.

Uma investigação recentemente publicada revela pela primeira vez que o cérebro pode beneficiar do consumo tanto de cerveja como de vinho. No início da década de 90, os investigadores referiam-se frequentemente ao "paradoxo francês" para apoiar a ideia de que o vinho promove a boa saúde.

A frase refere o facto de que os franceses apresentavam um risco menor de ataques do coração do que os americanos (por exemplo), apesar da sua dieta conter frequentemente níveis de gordura semelhantes. Estudos mais recentes também relacionaram o consumo moderado de cerveja com uma redução do risco de doenças do coração. 

Mas apesar dos investigadores conhecerem os efeitos benéficos do consumo moderado de álcool no coração, não existiam estudos significativos sobre o efeito do álcool no cérebro.

Agora, a epidemiologista Francine Grodstein da Harvard School of Public Health em Boston, Massachusetts, desenvolveu com a sua equipa um estudo que envolveu mais de 12000 mulheres, com idades entre os 70 e os 81 anos.

O grupo usou dados do Nurses' Health Study, iniciado por investigadores da Harvard Medical School em 1976 e ainda a decorrer. Neste estudo foi pedido às 12000 mulheres que se sujeitassem a uma série de testes cognitivos pelo telefone.

Uma das tarefas consistia em pedir às mulheres que indicassem o máximo de animais de que se lembravam num minuto. Outras mediam a capacidade de se lembrar de informação e recitar longas séries de números de trás para a frente.

Grodstein e a sua equipa analisaram a forma como a actuação das mulheres se alterava entre os testes iniciais e os exames seguintes, realizados dois anos depois e descobriram que as mulheres que bebiam o equivalente a uma bebida por dia tinham menos 23% de risco de se tornar mentalmente incapacitadas durante o período de 2 anos (quando comparadas com as que não bebiam).

No entanto, não fazia diferença significativa se as mulheres bebiam cerveja ou vinho, relata a equipa no número desta semana do New England Journal of Medicine

Como pode o álcool estar a estimular o poder cerebral? A epidemiologista considera que as anteriores descobertas sobre os benefícios cardiovasculares do álcool podem ser estendidos ao cérebro, sugerido que um melhor fluxo sanguíneo pode ajudar a preservar as funções cognitivas.

A comunidade médica, no entanto, não deve correr a recomendar que os que não bebem alterem os seus hábitos para aumentar a sua capacidade mental. "Não me parece que essa seja uma mensagem correcta", diz Grodstein. 

"O álcool tem que ser visto como uma faca de dois gumes, o risco de se abusar dele é bem conhecido", concorda Denis Evans, perito em doenças geriátricas do Rush University Medical Center em Chicago, Illinois. "Não fume é uma mensagem simples mas este caso é um pouco mais complicado."

Vários estudos já propuseram uma interacção entre o álcool e uma proteína conhecida por apolipoproteína E, que aumenta o risco de cada um de nós desenvolver a doença de Alzheimer. Grodstein, por isso, também analisou a ideia de que beber pode beneficiar especialmente as pessoas mais susceptíveis de contrair a doença.

 

Para isso, Grodstein e os seus colegas investigadores analisaram os resultados dos testes do subgrupo de mulheres que apresentavam o gene que codifica a apolipoproteína E. Entre elas, os investigadores não encontraram diferenças entre as mulheres que bebiam e as que não bebiam, sugerindo que as mulheres em risco de Alzheimer não beneficiam com a ingestão moderada de álcool.

Dado que estudos anteriores já associaram o álcool com benefícios para os doentes de Alzheimer, os epidemiologistas permanecem cautelosos acerca deste aspecto do seu estudo. "Se algo se passa, é muito subtil", diz Grodstein.

 

Outras Notícias:

Raro leopardo enfrenta extinção

 

O grande felino mais raro do mundo, o leopardo de Amur, enfrenta a extinção na natureza, alertam as organizações conservacionistas.

As organizações culpam uma recente decisão do governo russo, que aprovou a construção de uma conduta de petróleo atravessando o único território que resta ao leopardo, nas costas agrestes do leste do país.

Estima-se que restem apenas 30 animais desta espécie na natureza. 

A colonização humana e os fogos florestais têm vindo a encurralar o leopardo de Amur para o limiar da extinção, sobrevivendo, actualmente, mais animais em cativeiro do que na natureza.

No final de Dezembro, a Rússia aprovou um plano para a construção de uma conduta para trazer o petróleo da Sibéria para um novo terminal costeiro, abrindo novas possibilidades de exportação para o leste da Ásia.

A conduta irá atravessar o que resta do antes vasto território do leopardo de Amur, o que pode ser a gota de água para a sua extinção, segundo os conservacionistas da Zoological Society de Londres. 

Por esse motivo, a organização está a apelar ao governo russo para que altere a conduta e de uma chance de sobrevivência ao felino mais raro do mundo actualmente.

 

 

Saber mais:

Alcohol and women's health

Zoological Society of London

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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