2005-01-14

Subject: Hábitos dos albatrozes revelados

News of the Wild

 

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Em destaque:

Hábitos dos albatrozes revelados

 

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Investigadores ingleses do British Antarctic Survey podem ser cruciais para a protecção do albatroz com o estudo agora publicado de mais de 40 albatrozes de cabeça cinzenta enquanto voaram em volta do mundo, identificando os seus locais de alimentação. 

Todas as aves que fizeram a circum-navegação pararam para se alimentar nos mesmos locais. Banir métodos danosos de pesca dessas áreas de oceano pode ajudar a reduzir o declínio de um dos grupos de aves mais ameaçados do mundo. As aves estão a ser mortas em grande número quando ficam enrodilhadas nos anzóis dos barcos de pesca de linha longa.

Há cinco anos que os cientistas do British Antarctic Survey colocaram pequenas etiquetas nos albatrozes de cabeça cinzenta que criavam os filhotes na ilha atlântica da Georgia do Sul. Puderam assim seguir as aves durante 18 meses, até que voltaram à Georgia do Sul para procriar novamente.

As etiquetas muito leves, com apenas algumas gramas, registaram a hora do nascer e do por do sol, o que permitiu aos cientistas avaliar a sua posição em cada dia. Os dados foram recolhidos quando as aves voltaram à Georgia do Sul.

Muitos dos albatrozes voaram em volta do mundo, alguns mais de uma vez, alguns completando a circum-navegação em apenas seis semanas. Alguns outros permaneceram perto de casa e um terceiro grupo deslocou-se para habitats de Inverno no oceano Índico.

"É a primeira vez que conseguimos cobrir todo o intervalo entre duas épocas de reprodução", referiu o director do departamento de biologia da conservação do British Antarctic Survey, John Croxall. 

"Estamos absolutamente siderados com a descoberta de como estes três padrões são estáveis. Aves que deram a volta ao mundo duas vezes voltaram exactamente às mesmas localizações, o que é bastante espectacular atendendo a que estas são das migrações mais espectaculares dos albatrozes."

A razão porque as aves param nos mesmos locais não é clara, mas as implicações a nível da conservação são. Em princípio, deve ser possível proteger os albatrozes apenas garantindo que os barcos que pescam nessas áreas cruciais usam equipamento seguro.

 

"Esperamos que seja o início de um processo de diálogo com a industria pesqueira", disse Croxall. "Nós e outros grupos estamos a desenvolver o mesmo tipo de pesquisa em outros tipos de albatrozes e a cada ano que passa teremos mais deste tipo de informação."

Actualmente os barcos de pesca que actuam a sul dos 60º de latitude são obrigados a usar técnicas consideradas "amigas dos albatrozes", que podem reduzir o número de aves presas em perto de 90%.

Estas técnicas incluem o uso de pesos maiores nas linhas de pesca, que as obrigam a afundar mais depressa e dando menos oportunidade às aves de comer o isco, bem como pendurar esteiras da traseira dos navios, que se movem com o vento e afugentam as aves.

Croxall acredita que este tipo de medida deveria ser extensiva às latitudes entre os 30º e os 60º sul. 

 

 

Saber mais:

À volta do mundo em nome do albatroz

Nova esperança para os albatrozes

Birdlife International

British Antarctic Survey- Albatross

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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