2005-01-13

Subject: Golfinhos desempenham tarefas definidas nas caçadas

News of the Wild

 

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Em destaque:

Golfinhos desempenham tarefas definidas nas caçadas

 

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Os roazes corvineiros Tursiops truncatus são golfinhos muito inteligentes e sociais, que se alimentam em conjunto, mas um estudo que decorreu ao largo da costa da Florida revelou uma nova complexidade do seu comportamento de caça: os membros do grupo têm tarefas especializadas, que mantêm ao longo do tempo.

A caça cooperativa é bastante difundida entre os animais, sendo encontrada, por exemplo, em chimpanzés, macacos colobus e em falcões de Harris. Mas o fenómeno da existência de tarefas específicas para cada indivíduo, como as posições de uma equipa de futebol, é muito mais raro, diz Stefanie Gazda, que estudou os golfinhos ao largo da remota Cedar Key.

Gazda e os seus colegas observaram dois grupos de roazes corvineiros, um com três indivíduos e outro com dois a seis. Durante as caçadas em grupo, havia sempre um golfinho a desempenhar o papel de "condutor", que conduzia cardumes de pequenos peixes em direcção a um cordão de golfinhos "barreira" e depois trazendo-os para a superfície.

Os investigadores identificaram golfinhos individuais examinando as marcas das suas barbatanas e observaram cerca de 60 caçadas em grupo de cada conjunto de animais. Ambos os grupos tinham um indivíduo em particular para desempenhar o papel do condutor em todas as caçadas em grupo, relata a equipa na revista Proceedings of the Royal Society of London B

Esta especialização de papéis apenas tinha sido observada uma vez anteriormente, nas leoas africanas, acrescenta a equipa. Nesse caso, as leoas tentam flanquear a presa e conduzi-la em direcção a uma outra leoa que a aguarda no centro do terreno de caça.

Ainda não é claro se a caça especializada é vulgar em todos os roazes corvineiros ou se apenas existe em certas zonas ou grupos, diz Gazda. "Tudo isto é muito excitante, porque nunca foi observado antes em mamíferos marinhos", diz ela, acrescentando que poucos investigadores visitam Cedar Key devido à sua localização isolada e aos pântanos que a rodeiam.

Mas testemunhar estas caçadas valeu bem o esforço, continua Gazda, que realizou o estudo quando trabalhava para a Universidade de Massachusetts Dartmouth, e agora ensina no New England Aquarium em Boston. 

A questão que permanece por esclarecer é a vantagem dos chamados golfinhos "barreira", pois no grupo de três indivíduos o "condutor" recebia sistematicamente mais comida que eles. Durante as caçadas a solo, os investigadores observaram golfinhos não mergulhadores a usar tácticas do tipo das usadas pelos animais mergulhadores. "Talvez todos tenham a capacidade mas apenas um seja o líder ou o melhor na tarefa", especula Gazda.

 

Outra possibilidade é que o grupo de golfinhos é formado por animais aparentados, o que torna mais provável que cooperem, sugere Gazda. "Existem mais questões que respostas. Quando não se estão a alimentar, ainda socializam juntos? O que acontece quando um golfinho morre?"

Gazda espera que o mar apresente mais exemplos de animais que desempenham papéis especiais nas caçadas de grupo. Parece provável, pois há uma importante variedade de mamíferos marinhos inteligentes e ainda mais possibilidades de acções para capturar presas.

Os roazes corvineiros ainda nos podem surpreender mais com a sua inventividade. É conhecido que costumam ajudar os pescadores humanos enquanto caçam: provavelmente utilizam as redes de pesca de forma similar à dos golfinhos "barreira", para aumentar a sua refeição. 

 

Outras Notícias:

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Saber mais:

Serão os golfinhos capazes de sentir as forças do planeta?

Proceedings of the Royal Society B

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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