2005-01-12

Subject: Barragem controversa mais perto de ser aprovada

News of the Wild

 

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Em destaque:

Barragem controversa mais perto de ser aprovada

 

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A desflorestação foi retomada na garganta do rio Pelotas, na fronteira dos estados brasileiros de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em preparação para o enchimento do reservatório de 180 metros da barragem de Barra Grande. 

Esta situação segue-se a um longo impasse, durante o qual o projecto de $400 milhões foi ameaçado pelo bloqueio da população local e por acções judiciais colocadas por grupos ambientalistas. O Movimento pelas Pessoas Afectadas pela Barragem acordou em levantar o seu protesto após o consórcio internacional responsável pela barragem, Baesa, ter concordado em expandir o seu programa de compensações.

A Baesa irá agora pagar a mais 200 famílias, previamente excluídas do esquema de realojamento para os proprietários de terras a inundar. A companhia também se comprometeu a utilizar a madeira recolhida da área a floresta abatida para construir os novos lares das famílias desalojadas. 

Mas este negócio deixou os grupos ambientalistas brasileiros furiosos, pelo que já prometeram continuar a luta nos tribunais para impedir que o que resta da floresta de araucárias nativas seja abatida e inundada. 

Este projecto tem sido particularmente controverso por envolver o ecossistema mais ameaçado da floresta atlântica. Este tipo de floresta em tempos estendia-se ao longo de toda a orla costeira leste do Brasil mas mais de 93% dessa área já desapareceu. 

Das muitas eco-regiões presentes nesse tipo de floresta, a mais devastada tem sido a da araucária, que apenas ocorre naturalmente na extremidade sul do país. Só após a barragem estar praticamente construída é que foi revelado que o reservatório iria destruir 20 Km2 de floresta primária intocada, incluindo 5000 araucárias, e outros 20 Km2 de floresta já com intervenção humana mas a recuperar bem.

A licença para a construção da barragem só foi emitida porque o estudo de impacto ambiental original ignorou completamente este raro vestígio intocado de um ecossistema único, que suporta grande variedade de plantas e animais.

Recentemente, o consórcio aumentou os seus gastos em medidas de compensação ambiental na região para $30 milhões e, após o acordo com os representantes das famílias afectadas, a Baesa conseguiu anular uma ordem do tribunal que impedia a desflorestação.

Mas os dois grupos ambientalistas brasileiros que levaram a situação a tribunal prometem continuar a sua luta, pois a inundação da garganta do Pelotas irá causar danos irreparáveis. Apesar da desflorestação de áreas arborizadas da garganta estar a decorrer, a principal área de floresta intocada de araucárias permanece de pé, mas o tempo está a esgotar-se rapidamente para que possa ser impedida a sua inundação pelo reservatório de Barra Grande. 

 

Outras Notícias:

Carne vermelha fortemente associada a cancro

Uma dieta carregada de hambúrgueres, salsichas e bifes aumenta o risco de desenvolvimento de cancro do cólon e do recto, confirma um estudo agora publicado.

Já numerosos estudos anteriores tinham associado a chamada carne vermelha ao cancro cólon-rectal, o terceiro mais mortífero nos países industrializados, mas poucos analisaram a dieta dos participantes durante períodos longos de tempo, nos quais os hábitos de alimentação podem mudar.

Michael Thun da American Cancer Society (ACS) de Atlanta, recolheu informação sobre a carne consumida por mais de 150000 pessoas nos Estados Unidos, em 1982 e 1992. Dividiram as pessoas em três grupos, consoante a quantidade de carne que comiam e verificaram quais os pacientes que tinham desenvolvido cancro por altura de 2001. 

O grupo que comia mais carne processada tinha mais do dobro do risco de desenvolver cancro do cólon, quando comparados com aqueles que comiam menos dessa carne. Os que comiam mais carne vermelha tinham tinham mais 40% de probabilidade de desenvolver cancro rectal.

Por contraste, aqueles que comiam mais quantidade de carne de aves e peixe tinham menos 20-30% de risco de desenvolvimento destes tipos de cancro, mesmo quando outros factores de risco eram tidos em conta, como o excesso de peso, não fazer exercício ou não comer fruta e vegetais. 

Ainda são necessários mais estudos para confirmar a relação com a carne vermelha mas, por agora, era preferível que as pessoas reduzissem o consumo de carne vermelha e processada, diz Marjorie McCullough, uma das autoras do estudo. Os membros do grupo de risco comiam entre 55 a 85 gramas de carne vermelha ou processada por dia. A carne vermelha inclui também bifes, fígado e carne de porco, enquanto a carne processada inclui bacon, presunto, salsichas e fiambre.

Não é claro qual o componente da carne desencadeia o cancro, mas possíveis culpados incluem o ferro, toxinas formadas durante a preparação da carne ou nitratos usados na sua preservação. A substituição da carne vermelha por uma combinação de peixe, aves, frutos secos e feijão deve ajudar a reduzir o risco de cancro, diz o nutricionista Walter Willett da Harvard School of Public Health, ajudando também a evitar problemas cardíacos. 

 

 

Saber mais:

Ambientalistas contra barragem no Brasil

WHO- Cancer & diet

Protein points to risk of colon cancer

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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