2005-01-08

Subject: Descoberto gene que combate o HIV

News of the Wild

 

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Descoberto gene que combate o HIV

 

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Foi identificado por cientistas americanos o gene que explica, em parte, a diferente susceptibilidade das pessoas ao HIV. A descoberta pode ajudar os médicos a criar tratamentos específicos de acordo com a composição genética do paciente.

Os investigadores sabem que certas pessoas são naturalmente resistentes ao HIV. Algumas pessoas desenvolvem SIDA alguns meses após a infecção pelo vírus, enquanto outras permanecem sem sintomas durante décadas.

Diferenças num gene designado CCL3L1 podem ser a base de parte desta resistência, dizem Sunil Ahuja do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas e os seus colegas. Eles relataram na revista Science que indivíduos que apresentam cópias extra deste gene são menos susceptíveis de contrair HIV ou de desenvolver SIDA na sua máxima força.

A descoberta reforça a perspectiva de que, no futuro, as pessoas possam ser analisadas em busca deste e de outros genes associados à resistência ao HIV. Aqueles que são particularmente vulneráveis poderão ser, por exemplo, aconselhados a seguir uma terapia mais agressiva. "Estamos a atingir um ponto em que pode valer a pena tentar algo desse género", diz a geneticista Mary Carrington do National Cancer Institute do Maryland. 

Os pacientes também poderiam ser divididos de acordo com a sua composição genética em testes para potenciais vacinas contra o HIV, para identificar que grupos responderiam melhor. "É um trabalho maravilhoso, muito importante", comenta Michael Lederman, especialista de doenças infecciosas da Case Western Reserve University em Cleveland, Ohio. 

Os cientistas já sabem que um punhado de outros genes devem estar associados à resistência ao HIV, incluindo um conhecido por CCR5. Normalmente, o vírus associa-se à proteína CCR5 da superfície de certos tipos de glóbulos brancos, usando-a para penetrar na célula. Certas mutações no gene CCR5 tornam os seus portadores muito mais resistentes à infecção por HIV.

O gene CCL3L1, o identificado neste novo estudo, codifica uma proteína que também se liga à CCR5. Ahuja sugere que as pessoas com cópias extra deste gene são mais resistentes ao HIV porque fabricam maior quantidade de CCL3L1, o que reduz a quantidade de proteínas CCR5 disponíveis para se associarem ao vírus, impedindo a sua entrada nos glóbulos brancos.

 

No estudo, a equipa contou o número de cópias do gene em várias populações de todo o mundo. As populações africanas têm em média seis cópias do gene, enquanto as populações não-africanas têm metade desse número, descobriram os investigadores.

Compararam grupos de pessoas HIV positivas e negativas de diferentes populações e contaram as cópias do gene. Descobriram que, independentemente do número absoluto de cópias do gene numa população, aqueles com um número de cópias inferior à média da sua população têm maior probabilidade de contrair HIV, e de desenvolver SIDA se forem infectados.

Esta susceptibilidade aumentada à doença é exacerbada naqueles que também têm uma variação de alto risco do gene CCR5. A equipa estima que cerca de 40% do risco de infecção de HIV pode ser explicado poe estes dois genes.

No entanto, os investigadores do HIV acreditam que há um leque de outros genes, ainda não identificados, que determinam a susceptibilidade de uma pessoa ao HIV. "Estamos a falhar um bom número deles", diz Ahuja. 

Uma variedade de factores não genéticos também são importantes. Por exemplo, a infecção de outras doenças sexualmente transmissíveis é considerado como estimulador do risco de contracção de HIV.

 

 

Saber mais:

WHO HIV

UNAIDS

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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