2005-01-06

Subject: Nações Unidas analisam impacto ecológico do tsunami asiático

News of the Wild

 

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Em destaque:

Nações Unidas analisam impacto ecológico do tsunami asiático

 

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Enquanto os feridos e os mortos ainda estão a ser contados após o tsunami que assolou o sudeste asiático, os peritos começam a avaliar os danos sofridos pelo ambiente.

Alcançar e ajudar os sobreviventes continua, claramente, a ser uma prioridade mas os ambientalistas consideram que salvar os devastados recifes de coral e mangais costeiros pode ser igualmente vital para a reconstrução das comunidades costeiras.

Os boletins noticiosos e as fotografias têm revelado gigantescos pedaços de coral atirados para terra e zonas costeiras desaparecidas. "É apenas a ponta do icebergue", diz Lynne Hale da The Nature Conservancy, que tem sido responsável por esquemas de gestão da costa no Sri Lanka e na Tailândia. "Sabemos que há estragos enormes e temos que saber exactamente quais são."

O Programa para o Ambiente das Nações Unidas já começou um registo sistemático do impacto do desastre. A organização anunciou a 30 de Dezembro que iria atribuir US$1 milhão para a realização dessa tarefa, e espera-se que mais verbas se sigam.

Uma das maiores preocupações dos ecologistas são os frágeis recifes de coral e mangais do Sri Lanka a Sumatra, que podem ter sido desenraizados pelas vagas ou sufocados pela lama e detritos quando o mar retrocedeu. Esta situação pode ser particularmente dramática para os bancos de coral já fragilizados pelas alterações climáticas e pela poluição.

Os danos causados às plantas e animais desses ecossistemas podem ter um efeito dominó nas comunidades humanas que deles dependem. Os recifes de coral e os mangais são locais de alimentação vitais para os peixes, pelo que a sua destruição pode reduzir a pesca e o fornecimento de comida a longo prazo, bem como deixar as costas mais expostas à erosão e aos danos causados por tempestades.

As praias inundadas também podem ter destruído locais de nidificação para tartarugas marinhas, pelo que os investigadores estão muito empenhados em avaliar se os mangais drenados antes do tsunami, para dar local a hotéis e outros empreendimentos costeiros, podem ter eliminado uma barreira natural contra as ondas, deixando as costas mais vulneráveis.

O projecto UNEP vai avaliar todos estes aspectos, bem como outros, nomeadamente se industrias petrolíferas, químicas e outras localizadas ao longo da costa terão derramado poluentes, e se as reservas naturais de água doce terão sido contaminadas por água salgada. "Há uma enorme complexidade nos aspectos que temos que analisar", diz Eric Falt, porta-voz da UNEP no Quénia.

Para analisar os danos, os peritos irão inicialmente focar a sua atenção nas imagens de satélite que mostram o alcance das inundações antes e depois do tsunami e as alterações nos recifes de coral submersos. 

A extensão dos danos ambientais, e o que é necessário fazer para os compensar, vai ser discutida em dois encontros internacionais a realizar este mês: os membros do programa para o Desenvolvimento Sustentado das Pequenas Ilhas-estado em Vias de Desenvolvimento (SIDS) vão reunir-se nas ilhas Maurícias e a Conferência Mundial sobre Redução de Desastres irá decorrer em Kobe, no Japão.

Mas catalogar os danos ecológicos é apenas o primeiro passo. Depois, os investigadores e os políticos terão que decidir como reconstruir estes ecossistemas. 

Quando a reconstrução recomeçar, Hale espera que as reservas marinhas e os parques nacionais estejam entre as prioridades, pois serão os mais resistentes a futuros impactos, naturais e com causas humanas. "Temos uma oportunidade sem precedentes de reconstruir de uma forma que não repita os nossos erros do passado", diz ela, "espero que não seja desperdiçada." 

 

Outras Notícias:

Imagens de satélite mostram destruição no sudeste asiático

 

Carregue aqui para ver mais fotografias de satélite tiradas antes e depois do tsunami, captadas por vários satélites de observação da Terra.

O domingo 26 de Dezembro de 2004 foi um dia que mudou a Ásia para sempre. 

Milhares de milhões de toneladas de água atravessaram o oceano Índico em fúria e a força com que se abateram sobre as costas que o rodeiam é bem aparente nas imagens de satélite. 

Estâncias turísticas, aldeias e cidades foram reduzidas a lama e praias inteiras desapareceram. 

O desastre deixou uma mancha sombria nas paisagens da Indonésia, Tailândia, Índia e Sri Lanka, tanto do ponto de vista físico como nas mais de 150000 vidas que já ceifou.

As fotografias foram tiradas por vários satélites de observação da Terra, incluindo o IKONOS, o SPOT 2, o SPOT 5 e o RADARSAT-1, bem como pela Indian National Remote Sensing Agency. Os pares de imagens mostram as regiões devastadas antes e depois do tsunami, com cores reais.

 

 

Saber mais:

United Nations Environment Program (UNEP)

Sustainable Development of Small Island Developing States

National Aquatic Resources Research and Development Agency

 

Como ajudar:

Cruz Vermelha Portuguesa

UNICEF

AMI

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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