2003-11-10

Subject: Pesca mata até um terço de tartarugas

 

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Em destaque:

Pesca mata até um terço de tartarugas 

 

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Cerca de uma em cada três tartarugas marinhas são mortas pela pesca em cada ano, revela um estudo realizado a nível global. Com esta taxa de mortalidade, pode-se prever a extinção das populações em poucas décadas, diz Graeme Hays da universidade de Gales. 

Esta estimativa é baseada nos registos de tartarugas que transportaram emissores-satélite, que revelavam a posição e profundidade a que se encontravam. 

Os emissores registaram inclusivé as tartarugas que foram comidas, como animais que se deslocam de repente em direcção a aldeias piscatórias e nunca mais regressão ao mar. Já surgiram fotografias tiradas por turistas que mostram tartarugas a ser grelhadas com o emissor ainda no corpo. 

Este estudo utilizou dados de 8 projectos de marcação de tartarugas verdes, tartarugas de couro e algumas outras espécies, num total de quase 6000 dias. 

Durante este período, seis tartarugas morreram à mão do Homem ( três no México e uma nos seguintes países, Japão, Indonésia e África do Sul). Estes números revelam uma mortalidade anual de 31%. 

O comércio internacional de tartarugas é proibido mas muitos pescadores de subsistência ainda as capturam pela carne e ovos. Algumas aldeias mexicanas têm lixeiras com pilhas e pilhas de carapaças de tartaruga. Muitas outras morrem como captura secundária, presas nas redes de arrasto.

Os animais estudados foram, quase de certeza, mortos deliberadamente, pois os emissores têm que estar em terra e ao ar livre diversos dias para garantir a transmissão da informação para o satélite. Os cadáveres que permanecessem no mar não o poderiam ter feito, portanto. 

Os conservacionistas estão alerta para os perigos das capturas secundárias, mas frequentemente esquecem o impacto da caça à tartaruga, bem ilustrado neste estudo. Milhares de animais têm sido mortos para a alimentação humana. 

As políticas de conservação deveriam tentar reduzir as capturas através da educação, legislação e o fornecimento de fontes alternativas de rendimento. 

As pessoas podem ter muito mais lucro com as tartarugas vivas do que com as mortas, consideram os autores do estudo.  Hays trabalha com tartarugas verdes no Brasil e Ascensão, onde os animais são bem protegidos, tendo os conservacionistas e investigadores estabelecido projectos de ecoturismo com grande sucesso. 

 

 

 

Outras Notícias:

Dispositivos anti-tartaruga nas redes de pesca

 

O Concelho de Ministros de Moçambique aprovou a implementação de medidas especiais de protecção às tartarugas das costas moçambicanas. 

Até Janeiro de 2005, todas as redes de arrasto têm que estar equipadas com dispositivos de exclusão de tartarugas, conhecidos por TED (Turtle Excluder Devices).

O TED é uma grelha de barras com uma abertura no topo ou no fundo. A grelha encaixa na "boca" da rede de marisco, permitindo a passagem e captura de animais pequenos como o camarão. Animais de maior porte, como as tartarugas ou os tubarões, quando capturados pela rede batem na grelha e são expulsos pela abertura. 

Estudos revelaram que este dispositivo simples e económico permitem excluir do arrasto até 97% das tartarugas, com perdas mínimas na captura de camarão. 

Esta medida surge após a revelação de um estudo que indica que, só na zona de Sofala, as redes de arrasto utilizadas na apanha de marisco são responsáveis pela morte de 1932 a 5436 tartarugas por ano. 

Esta medida tem apoio dos pescadores e tem baixo custo de aplicação, prometendo salvar a vida a muitas tartarugas ameaçadas e evitando medidas mais restritivas para a pesca do marisco.. 

 

Saber mais:  

seaturtle.org

Turtle Excluder Devices (TEDs) explained

Moçambique - WWF - Expeditions in Conservation

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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