2004-12-31

Subject: Terramoto devastador altera o mapa do Índico

News of the Wild

 

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Terramoto devastador altera o mapa do Índico

 

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No seguimento do tsunami que devastou as costas em redor do oceano Índico, causando mais de 130000 mortos, os peritos estão a reconstruir os detalhes do deslocamento de placas que despoletou a tragédia. O tremor de terra, o maior dos últimos 40 anos e o quarto mais violento desde 1900, redesenhou, literalmente, o mapa da zona, movendo muitas das ilhas vários metros.

A destruição de domingo passado foi desencadeada por um brusco movimento sob o fundo do oceano. Aí, o aumento de pressão fez com que o fundo do oceano Índico se deslocasse 15 metros em direcção à Indonésia, penetrando sob a sua placa tectónica e originando as ferozes ondas que se abateram sobre as costas em volta.

O movimento deve ter alterado a geografia das ilhas vizinhas como Simeulue, Nicobar e Andaman, bem como da própria Sumatra, diz Bill McGuire, geofísico do University College de Londres. "Em termos da posição específica de Sumatra no planeta, tem que se ter deslocado. Tudo mudou de posição em minutos."

O tremor de terra segue-se a quase dois séculos de acumular de tensão, durante os quais a placa do Índico tem estado a empurrar a microplaca da Birmânia, que transporta Sumatra e as outras ilhas. As duas movem-se uma contra a outra a uma média de 6 cm por ano, a velocidade a que as unhas crescem.

Mas este movimento não é suave. Não houve um terramoto significativo ao longo desta falha desde 1833, daí a enorme energia agora libertada. O movimento da placa do Índico libertou a microplaca da Birmânia, fazendo-a subir violentamente.

Esta subida pode ter alterado as elevações, para além das posições, das ilhas próximas, diz McGuire. As ilhas Andaman e Nicobar podem ter sido elevadas pelo tremor, enquanto os níveis de água um pouco mais à frente na falha indicam que a cidade indonésia de Banda Aceh está mais baixa do que antes.

Esta imagem mostra a deslocação do tsunami, a partir do epicentro até atingir as costas vizinhas. Clique sobre a imagem para ver a animação  (©  Kenji Satake, National Institute of Advanced Industrial Science and Technology, Japão)

Sismólogos californianos já estão a planear uma expedição à zona para verificar de que forma, exactamente, a geografia do local se alterou. Vão utilizar sistemas Global Positioning System (GPS) para de que forma os mapas terão que ser refeitos.

Terramotos deste tipo, designados terramotos de subducção, são vulgares em todo o mundo mas raramente são tão violentos, diz Roger Musson, do British Geological Survey em Edimburgo.

 "Este é o maior terramoto que já vi na minha carreira de sismólogo. A ruptura teve 1200 Km de comprimento, nem conseguia acreditar no que estava a ver."

 

O terramoto, com uma magnitude de 9,0, consistiu na realidade em três acontecimentos espaçados por poucos segundos, diz Musson. O deslocamento inicial, que se deu a oeste da ponta norte de Sumatra, desencadeou dois outros deslizamentos para norte. A força total libertada foi suficiente para sacudir todo o planeta, estando estimada no equivalente a 200 milhões de toneladas de TNT. 

O levantar do fundo do mar formou uma onda gigante que se deslocou através de todo o oceano Índico, atingindo a Indonésia e a Tailândia em cerca de uma hora, o Sri Lanka e a Índia em cerca de 4 horas e chegando mesmo a causar mortes na costa leste de África. 

Em pleno oceano a onda seria imperceptível mas ao chegar a águas costeiras mais baixas elevou-se a vários metros de altura, destruindo cidades e complexos turísticos junto ao mar e avançando para o interior, em alguns casos, até 5 Km.

As costas mais perto do epicentro do tremor sofreram o maior impacto, diz Musson. À medida que a onda avança, a sua energia é dispersa por uma área maior (como um leque) e o seu movimento é reduzido pela fricção. 

As réplicas deverão ser sentidas durante várias semanas, diz McGuire, apesar dos peritos estarem convictos de que não ocorrerão novos tsunamis. 

O desastre apenas terá servido para salientar a impossibilidade de prever um sismo, apesar dos enormes esforços de investigação nessa área que decorrem no Japão e nos Estados Unidos. "Na minha opinião, ainda ninguém conseguiu prever com sucesso um sismo", diz McGuire.

 

NOTA: Ainda que um pouco fora no nosso âmbito habitual, considerámos este tema demasiado importante para ser ignorado, após este sismo, como acabámos de ver, a Terra não será, literalmente, a mesma. Aproveitemos o início de mais um ano para mostrarmos a nossa faceta mais humana para com os outros.

 

 

Saber mais:

Tectónica de placas - subducção

Current world seismic activity

Como ajudar:

Cruz Vermelha Portuguesa

UNICEF

AMI

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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