2004-12-28

Subject: Tsunami revela ameaça à sobrevivência das ilhas baixas

News of the Wild

 

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Em destaque:

Tsunami revela ameaça à sobrevivência das ilhas baixas

 

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As ondas gigantes que devastaram os países que rodeiam o oceano Índico fizeram mais do que cobrar um preço elevado em vidas e bens em ilhas baixas como a Maldivas, confrontaram a pequena nação com uma ameaça real à sua sobrevivência.

O arquipélago das Maldivas é formado por 1190 ilhas baixas formadas por bancos de coral, espalhadas por centenas de quilómetros de oceano. As Maldivas vêm pedido, desde há anos, ajuda às nações maiores e mais poderosas para combater os efeitos do aquecimento global, temendo que a subida do nível do mar cause o desaparecimento do seu território.

As paredes de água que esmagaram contra 11 países da Ásia e África no domingo, matando dezenas de milhar de pessoas, demonstraram de forma brutal a vulnerabilidade destas ilhas.

"Somos o país mais baixo do mundo", diz Mohammed Zahir, um dos mais conhecidos ambientalistas do país. "A altura média das nossas ilhas é de apenas um metro acima do nível do mar."

Pelo menos 52 pessoas morreram, entre elas dois turistas britânicos, e 66 são dadas como desaparecidas. Ahmed Shaheed, porta-voz do governo, espera que os números aumentem quando as autoridades conseguirem entrar em contacto com os atóis mais distantes. Apesar do número de vítimas ser baixo, quando comparado com países como a Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândia, são dramáticos em relação à reduzida população das Maldivas (280000 pessoas).

"A nossa nação está em perigo", diz Shaheed. "O nosso modo de vida está destruído em muitas zonas do território. Países grandes como a Tailândia ou a Índia têm muito terreno, podem recuperar de um desastre destes, mas para nós é muito complicado."

Shaheed estima que o custo económico do desastre pode exceder o produto interno bruto do país, que é de apenas €488 milhões. "Nos últimos anos fizemos grandes progressos no nível de vida da nossa população, as próprias Nações Unidas o reconheceram. Mas agora, desapareceu tudo em dias, em minutos na realidade."

Ondas com um metro ou pouco mais de altura atravessaram completamente muitas das ilhas do arquipélago. Atingiram mais de metade de Male, uma ilha relativamente grande com  1,75 Km2, invadindo as ruas de terra batida e mesmo o gabinete do presidente.

Kandolhudhoo, uma ilha com 3500 habitantes localizada no atol de Raa, tinha gasto mais de €1 milhão em recuperação de terras perdidas para o mar, mas agora foi considerada inabitável pois foi completamente coberta pelas ondas. Os residentes foram evacuados e é pouco provável que tentem reconstruir a sua ilha, devem reconstruir as suas vidas noutros locais.

Enquanto procura ajuda para a reconstrução, é provável que as Maldivas aumentem os apelos para que medidas efectivas sejam tomadas contra os efeitos do aquecimento global.

Apesar de não haver relação directa entre as alterações climáticas e o tsunami, causado pelo terramoto mais forte dos últimos 40 anos (9 na escala de Richter), muitos são os que referem que o clima irregular e a erosão do mar estão a tornar o país vulnerável a estas situações.

Shaheed já anunciou que as Maldivas irão colocar a questão numa conferência já agendada sobre o desenvolvimento sustentado das pequenas ilhas-nação, a decorrer nas ilhas Maurícias no próximo mês.

Também continuarão a construção de barreiras físicas contra o avanço do mar. Os quebra-mar construídos em volta de Male após as inundações de 1987 por €46,57 milhões podem ter ajudado a reduzir o impacto do tsunami.

Mas esse tipo de defesa apenas tem uma utilidade limitada em situações de grandes catástrofes naturais e "pensemos em quantas escolas e hospitais poderíamos ter construído com esse dinheiro", lembra Shaheed. 

 

Outras Notícias:

Grupo de 20 cachalotes encalham na Austrália

 

Vinte cachalotes fêmea adultas foram encontradas numa praia australiana remota, mas as autoridades não foram capazes de explicar mais este (o terceiro) grupos de animais encalhados na mesma área em apenas um mês.

As baleias, cada uma medindo entre 10 e 12 metros de comprimento, foram descobertas mortas na tarde de segunda-feira numa praia perto de Strahan, 150 Km a oeste de Hobart na Tasmânia.

Os cientistas referiram que era impossível concluir se haveria alguma ligação entre o encalhe deste grupo de cetáceos e um forte terramoto registado entre a Tasmânia e a Antárctica na semana passada (ver Penguins escape huge earthquake).

"É muito difícil compreender completamente estas situações pois (...) este foi um ano em que houve muitos grupos de baleias a encalhar e nesse caso não ocorreram terramotos associados", diz o zoólogo Mark Hindell. 

O governo australiano pretende criar uma base de dados nacional sobre o encalhe de baleias. No mês passado, 115 baleias piloto do sul morreram em duas situações diferentes de encalhe nas praias da Tasmânia. 

Bob Brown, lider do partido Os Verdes australiano, expressou a sua preocupação com a possibilidade de estas situações estarem associadas ao bombardeamento do fundo do mar com ondas sonoras, que ocorre em testes sísmicos para a detecção de petróleo e gás natural.

As autoridades e os peritos locais consideram normal que todas as baleias mortas sejam fêmeas. "Os machos viajam em grupos de solteiros ou, quando adultos, de forma solitária. As fêmeas, pelo contrário, viajam juntas com as crias, pelo que este é um padrão norma para esta espécie", diz o ranger do Tasmanian Parks and Wildlife Service Chris Arthur. 

 

 

Saber mais:

Cachalotes sofrem "mal dos mergulhadores"

Penguins escape huge earthquake

Tsunami!

Quake explained

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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