2004-12-27

Subject: Novas espécies de répteis descobertas no Irão

News of the Wild

 

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Novas espécies de répteis descobertas no Irão

 

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Durante as suas expedições ao Irão, em meados dos anos 70 do século XX, os zoólogos suecos Göran Nilson e Claes Andrén da Universidade de Gotemburgo tinham descoberto dúzias de anfíbios e répteis desconhecidos.

Quando, em 1979, ocorreu a revolução islâmica e o Irão ficou fechado aos cientistas ocidentais, os investigadores não tiveram outra hipótese a não ser continuar as suas pesquisas noutros locais. "Mas sempre fiquei com uma esperança de um dia voltar e continuar o nosso trabalho", diz Andrén.

Esse dia chegou em 2000, quando Narullah Rastegar-Pouyani, estudante iraniano da Universidade de Gotemburgo e  realizar uma dissertação sobre os répteis do seu país, lhes conseguiu uma autorização para voltar.

As duas expedições, de 2000 e 2002, não desapontaram. Para além de terem encontrado mais dez lagartos e cobras, os cientistas ficaram encantados por descobrir uma população isolada de víboras Vipera latifii, que se temiam extintas após o seu habitat ter sido inundado pela construção de uma barragem no final dos anos 70.

Os cientistas também recolheram 82 espécies dos 230 tipos de anfíbios e répteis conhecidos no Irão.

Financiada em parte pelo National Geographic Society's Committee for Research and Exploration, a pesquisa irá permitir uma melhor visão da herpetofauna do Irão e ajudar na sua futura conservação. Se é facto que 20% dos répteis iranianos ainda não foram descritos, também é verdade que alguns deles já se devem ter extinguido. "A única forma de encarar este problema é descrever as espécies e dar-lhes um nome. Senão não podemos pedir protecção para elas", diz Nilson.

Nilson e Andrén já realizaram mais de 50 expedições diferentes às mais diversas regiões remotas do mundo nos últimos 35 anos, mas o Irão revelou-se um desafio excepcional. 

A maior parte da investigação localiza-se no centro do Irão, uma zona de planalto de altitude e montanhas circundantes de difícil acesso. Acrescente-se às más condições atmosféricas (muito quente e muito frio) os campos de minas do tempo da guerra Irão/Iraque, os transportes deficientes e as rígidas leis do país e percebe-se que não deve ter sido fácil.

 

Mas ainda assim, durante dois meses de trabalho intensivo, os cientistas conseguiram descobrir a população de víboras de Latifi, cujo nome homenageia o investigador iraniano Mahmoud Latifi, nas montanhas Elburz.

"Não sabíamos que as víboras tinham sobrevivido", diz Nilson. "Levámos 3 dias a atravessar um lago e a alcançar a zona mais funda do vale, onde encontrámos uma zona intacta com uma população de algumas centenas de víboras. Foi fantástico."

Muitas cobras venenosas iranianas estão a ser recolhidas para a produção de anti-venenos, e os cientistas alertam para a ameaça que tal prática representa para a sobrevivência das espécies. "Já ouvimos várias histórias de como caçadores de cobras "limpam" completamente uma área de cobras venenosas", diz Andrén. 

Os caçadores de cobras estão mesmo a recolher as raras víboras Latifi. "Este tipo de animal não é considerado importante pelas populações de quase todo o mundo, e a consequência é que se estão a tornar cada vez mais raros, precisam de protecção", diz Andrén.

Identificar espécies desconhecidas é vital para a sua protecção. Conhecem-se 1,8 milhões de espécies de animais actualmente vivas, mas os cientistas estimam que possam existir até 20 milhões, incluindo pequenos animais parasitas e vermes.

Nilson refere que as víboras surgem no registo fóssil há 15 M.a. "Isso significa que são óptimas máquinas de sobrevivência. Devíamos respeitá-las e não permitir que sejam exterminadas. 

 

 

Saber mais:

National Geographic Society's Committee for Research and Exploration

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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