2004-12-22

Subject: O bebé mais pequeno do mundo está de boa saúde

News of the Wild

 

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O bebé mais pequeno do mundo está de boa saúde

 

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O seu nome significa "branca como o leite" e quando nasceu não pesava mais do que um pacote de manteiga. Rumaisa, o bebé mais pequeno do mundo a sobreviver, foi apresentada ao mundo três meses após o seu nascimento no Centro Médico da Universidade de Loyola, no estado americano do Illinois. 

Pesando apenas 240 gr ao nascer, Rumaisa detém agora o recorde para o bebé prematura mais pequeno a ser salvo. Ela e a sua gémea Hiba, também minúscula e pesando apenas 570 gr, nasceram de cesariana a 19 de Setembro.

Os médicos ordenaram a realização do parto pois a mãe Mahajabeen Shaik, originalmente de Hyderabad e agora a viver em Chicago, sofria de pré-eclampsia, um problema que causa pressão sanguínea elevada. Sem a intervenção, tanto a mãe como as crianças estariam em perigo.

A boa saúde das gémeas é espantosa considerando que nasceram com apenas 25 semanas e 6 dias de gestação, em vez das habituais 38 semanas, diz Jonathan Muraskas, que participou no nascimento. "Ambos os bebés nasceram rosadinhos e com os olhos abertos, olhando-nos nos olhos", diz ele.

Vinte e cinco semanas é bastante perto do limite em que um bebé pode nascer e ainda ter uma chance de sobreviver, diz Muraskas. "O público tem tendência para ficar fascinado com o peso ao nascimento mas mais importante é o tempo passado no útero."

O pessoal da Universidade de Loyola University tratou Shaik com esteróides para acelerar o desenvolvimento dos bebés e tentar dar-lhes uma melhor probabilidade de sobrevivência. "Conseguimos manter a gravidez até às 25 semanas e depois foi tirá-las de lá", recorda Muraskas.

A maioria dos bebés que nascem depois das 25 semanas podem ser salvos com uma ressuscitação cuidadosa e ventilação. Para aqueles que têm que nascer mais cedo, a decisão de tentar salvá-los depende do estado do bebé, diz Muraskas. "Não temos uma bola de cristal, mas nunca deixámos um bebé sofrer e não adiamos a morte mais do que o necessário."

 

Antes das 23 semanas as vias respiratórias do bebé estão tão pouco desenvolvidas que é quase impossível faze-los respirar, mesmo com um ventilador, diz Pam Miller, professora clínica do Birmingham Women's Hospital. "Nesta situação, 99% dos bebés não sobreviverão, com a tecnologia de que dispomos actualmente."

Mas para bebés como Rumaisa e Hiba, que tinham uma boa chance, todo o esforço e despesa é bem empregue, diz Miller. "É fenomenalmente dispendioso, centenas de milhares de dólares, mas se o bebé sobrevive de boa saúde tem 70 anos de vida saudável perante si."

Apesar de ainda não estar livre de perigo totalmente, Rumaisa pode agora ter essa esperança de vida. Muraskas coloca a hipótese de ela apresentar alguns sinais de paralisia cerebral ao longo do próximo ano, mas agora os ultrasons mostram um cérebro saudável. 

Este sucesso é mais uma a somar ao impressionante recorde da Universidade de Loyola no salvamento de bebés prematuros. A detentora do anterior recorde, nascida com apenas 280 gr mas agora já uma saudável adolescente, também nasceu no centro. 

Talvez não seja coincidência que Rumaisa também seja uma rapariga, considera Muraskas. "Ela teve alguns pequenos pontos a seu favor, um deles o facto de ser menina", diz ele. As taxas de sucesso com rapazes prematuros continuam intrigantemente baixas, em comparação. 

 

 

Saber mais:

Loyola University Medical Center

Tiniest baby thrives as teenager

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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