2004-12-15

Subject: Priões infecciosos necessitam de "ajudantes"

News of the Wild

 

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Priões infecciosos necessitam de "ajudantes"

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As proteínas infecciosas conhecidas por priões, causadoras da variante humana da doença das vacas loucas, podem necessitar de uma boleia de outra proteína presente na carne para entrar no corpo, demonstraram os cientistas. A descoberta pode ajudar a explicar como os perigosos priões atravessam a barreira das espécies.

Considera-se que os priões causadores de doenças tenham passado para o Homem quando comia carne de vacas infectadas, desencadeando a doença que destroi o tecido cerebral conhecida como nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD). 

Mas a forma como os priões penetravam no corpo não era clara, pelo que, para o descobrir Neena Singh e a sua equipa da Universidade Case Western Reserve de Cleveland, Ohio, imitaram o processo de ingestão e digestão de carne infectada.

Esmagaram tecido cerebral que continha priões de doentes que tinham uma forma da doença de Creutzfeldt-Jakob. De seguida, expuseram-no a uma vasta gama de enzimas digestivas, presentes desde a boca, ao estômago e intestino, que normalmente degradam as proteínas durante o processo digestivo.

Os priões, que são conhecidas por ser muito resistentes, escapam a este ataque quase inalteradas, mostraram eles, tal como um segundo tipo de proteína designada ferritina, que armazena ferro e é muito abundante na carne. As duas proteínas parecem andar sempre juntas, relatam no Journal of Neuroscience.

De seguida, os investigadores acrescentaram o líquido digestivo a um modelo laboratorial do intestino humano, uma "folha" de células do lúmen do intestino em crescimento. Marcando as duas proteínas com moléculas fluorescentes, mostraram que elas são transportadas especificamente através das células. "Os priões provavelmente passam às cavalitas" através da parede do intestino para o corpo, explica Singh.

Singh propõe que uma grande quantidade de, embora não necessariamente todos, priões da carne infectada entram para o corpo humano desta forma. Um estudo de 2001 sugere que os priões também podem passar através da parede do intestino sem ajuda, através de um tipo específico de células intestinais. 

O estudo de Singh pode explicar como os priões ultrapassam a barreira entre espécies da primeira vez. A ferritina é quase idêntica num vasto leque de espécies, o que lhe pode permitir servir de vaivém a priões estranhos provenientes de gado bovino. 

Singh propõe que a ferritina pode transportar priões de outros animais doentes para o Homem, nomeadamente veados e gamos portadores da degenerescência cerebral crónica. Há suspeitas de que pessoas que comeram carne selvagem tenham contraído essa forma da doença.

Bloquear o transporte da ferritina pode bloquear a entrada de priões para o corpo, mas isto pode ser difícil de usar do ponto de vista terapêutico, diz Singh, pois as pessoas teriam que ser tratadas no momento em que estivessem expostas, ou seja, muitos anos antes de os sintomas da doença emergirem. 

 

Outras Notícias:

Tubarões podem detectar campo magnético

Biólogos marinhos confirmaram que os tubarões são capazes de detectar alterações de campos magnéticos. Já há muito que os investigadores, que observavam os peixes a fazer migrações de grande distância através dos oceanos em linhas rectas perfeitas, suspeitavam desta capacidade.

A equipa da Universidade do Hawai treinou tubarões cativos a nadar sobre alvos colocados nos seus tanques sempre que um campo magnético artificial era activado.

Carl Meyer refere: "É um avanço significativo na demonstração da existência de uma bússola interna nos tubarões, que permitirá agora investigar a forma exacta como funciona e até que ponto é sensível ao campo magnético da Terra."

A equipa usou seis tubarões da areia e um tubarão-martelo na sua pesquisa, mantendo-os num tanque com sete metros de diâmetro.

Os peixes foram treinados a associar a presença de comida numa área alvo com 1,5 metros de lado, com a activação de um campo magnético obtido por passagem de corrente eléctrica através de fio de cobre que rodeava o tanque.

Numa série de ensaios, o campo magnético foi activado um número aleatório de vezes e os peixes foram observados na zona de alimentação quando não existia alimento presente, demonstrando a existência da sua bússola interna.

"A activação do campo magnético artificial produzia uma resposta imediata nos tubarões condicionados. Deixaram de nadar calmamente no perímetro do tanque para nadar mais rapidamente em direcção ao alvo, antecipando uma recompensa em comida."

Os tubarões-tigre, tubarões azuis e tubarões-martelo são conhecidos por por nadarem centenas de quilómetros em linha recta através do oceano aberto, orientando-se em direcção a montanhas submarinas e outros pontos de anomalias magnéticas.

A forma como os tubarões detectam o campo magnético não é clara, pois não têm magnetite no corpo, como os pombos ou as trutas. É possível que tenham electro-receptores na cabeça.

 

 

Saber mais:

Centers for Disease Control and Prevention - CJD

Pombos correio têm verdadeiro magnetismo

Hawaii Institute of Marine Biology

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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