2004-12-14

Subject: Rostos famosos ajudam a compreender como o cérebro reconhece feições

News of the Wild

 

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Rostos famosos ajudam a compreender como o cérebro reconhece feições

 

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Transformando as feições de Margaret Thatcher nas de Marilyn Monroe, os investigadores revelaram pistas para a forma como o nosso cérebro associa um nome a um rosto.

Os neurocientistas já sabiam que certas zonas do cérebro desempenhavam um papel vital no reconhecimento de uma face familiar, mesmo quando este muda com a idade ou com um novo penteado, mas até agora não era clara a função exacta de cada uma dessas zonas.

Usando fotografias de celebridades, Pia Rotshtein do University College em Londres e os seus colegas mostraram que existem pelo menos três zonas separadas para o processamento e o reconhecimento das feições. Uma zona processa as características físicas da face, outra decide se a face é ou não conhecida e uma terceira recolhe informação acerca da pessoa, como o seu nome.

A equipa de Rothstein utilizou um computador para criar uma série de imagens em que a famosa actriz de cinema Marilyn Monroe é gradualmente transformada na antiga primeiro-ministro inglesa Margaret Thatcher, ou em que o actor dos filmes de James Bond Pierce Brosnan se transforma no actual primeiro-ministro inglês Tony Blair.

Apesar das características físicas se transformarem gradualmente, de uma face para outra, os investigadores mostraram que os indivíduos que as observavam tinham tendência para "saltarem bruscamente" de estarem a ver Marilyn para passarem a ver Margaret, explica um dos investigadores Jon Driver.

A equipa mostrou, de seguida, aos indivíduos três pares diferentes de imagens, enquanto eram sujeitos a uma ressonância magnética ao cérebro. As duas imagens de um dos pares eram idênticas, enquanto no segundo par tinham características físicas diferentes mas ainda eram ambas reconhecíveis como Margaret e no terceiro par diferiam no mesmo grau nas características físicas mas uma ainda era reconhecível como Margaret e a outra como Marilyn.

O estudo permitiu à equipa decidir qual das três áreas do cérebro desempenha cada tarefa, quando alguém entra numa sala. 

 

A primeira região, um par de estruturas na zona posterior do cérebro designadas circunvoluções occipitais inferiores,  é a mais activa quando as características físicas, como os olhos e o cabelo, são diferentes nas duas imagens. Parece, portanto, analisar as características físicas das feições.

Uma segunda região, a circunvolução fusiforme direita, localizada por trás das orelhas, era mais activa quando uma imagem mostrava Margaret e a outra Marilyn. Esta região parece distinguir faces entre si, talvez comparando-as com outras já conhecidas.

Uma terceira área, o córtex temporal anterior, parece armazenar o conhecimento associado às faces. Esta região era mais activa quando as pessoas sabiam os rostos famosos particularmente bem, mas menos naqueles que, por exemplo, estavam menos familiarizados com os políticos ingleses.

O estudo é o primeiro a mostrar claramente que existem três etapas distintas no processamento das feições, diz a psicóloga Isabel Gauthier, que estuda a face e o reconhecimento de objectos na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tennessee.

Driver diz que agora pretende estudar pacientes que, devido a doenças ou ferimentos, têm problemas em reconhecer pessoas. Algumas pessoas com prosopagnosia, ou cegueira para as feições, podem ser incapazes de reconhecer as feições tão familiares como as dos próprios filhos. Pacientes com vários tipos de demências podem ter dificuldades em associar um nome a uma face familiar.

Driver pretende verificar se consegue associar os problemas específicos de cada doente a diferentes defeitos nas regiões cerebrais identificadas pela equipa. Também gostaria de descobrir se é possível "ensinar" a esses pacientes formas de ultrapassar essas regiões danificadas. 

 

 

Saber mais:

Face recognition

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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