2003-11-08

Subject: Corrupção mina conservação

 

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Em destaque:

Corrupção mina conservação 

 

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Os países com os governos mais corruptos têm os piores resultados a nível de conservação, mas também têm a maior parte das espécies, revelou um estudo recente. 

O estudo alerta quem financia e age no terreno a nível da conservação para a necessidade de ter esse aspecto em consideração: se o dinheiro não chega onde é necessário, enviar mais dinheiro não resolve nada. 

No entanto, a solução pode ser tão simples como assegurar que o pessoal encarregue da conservação seja bem pago, bem treinado e motivado, bem como manter atenta vigilância sobre as contas. 

A corrupção impede a eficácia e as entidades não sabem como lidar com o problema. a maioria das pessoas que trabalham em conservação são biólogos, que tendem a pensar apenas em termos de problemas biológicos. 

Esta ligação também tem implicações a nível da regulamentação do comércio de produtos animais, como o marfim e o corno de rinoceronte. A proibição da venda legal apenas aumenta a especulação e o preço, criando uma oportunidade para os criminosos. 

Outros acreditam que os problemas subjacentes são económicos e não políticos: a corrupção apenas mina a conservação quando "paga" mais. 

Os funcionários da conservação são frequentemente mal pagos, o que torna o suborno atractivo. A política de conservação tem geralmente pouco peso junto dos governos e agentes da lei, sendo muito difícil de aplicar. Todos estes problemas tornam os projectos ambientalistas vulneráveis a esquemas financeiros duvidosos. 

 

 

 

Os conservacionistas têm que reconhecer que trabalham num mercado, onde frequentemente os únicos a oferecer alguma coisa às comunidades pelos seus recursos são aqueles que os destroiem. 

Para obter os resultados deste estudo, os investigadores compararam a imagem pública dos governos com a taxa de alteração do seu coberto florestal e, para países africanos, com as populações de elefantes e rinocerontes. 

Notaram que árvores, rinocerontes e elefantes estão a desaparecer mais rapidamente em países com as piores classificações dos respectivos governos, como no Sudão, Etiópia. Nações melhor classificadas a nível governamental, como a África do Sul ou o Botswana, têm uma vida selvagem mais saudável. A correlação é máxima para corrupção vs. animais. 

No entanto, a influência da corrupção vai muito além de África. Esforços na conservação da floresta indonésia, por exemplo, tem sido frustrados pelo abate ilegal de árvores apoiado por agentes da lei corruptos, apesar da existência de legislação protectora. 

Estas considerações já estão as organizações conservacionistas a focar a sua atenção em países melhor governados, enquanto nos restantes a melhor abordagem parece ser a recolha do máximo de informação biológica, potencialmente útil num futuro próximo. 

 

Saber mais:  

Hundreds of threatened species falling through conservation gaps

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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