2004-12-07

Subject: Baptizada nova espécie de tigre

News of the Wild

 

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Baptizada nova espécie de tigre

 

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A conservação dos tigres, já uma das tarefas mais difíceis do mundo, pode ter-se tornado ainda mais complicada. A análise genética de mais de 130 tigres, publicada hoje, descobriu uma nova espécie deste felino ameaçado.

Infelizmente, no entanto, isto não significa que existam mais tigres do que se pensava. A nova subspécie, baptizada Panthera tigris jacksoni, surge da divisão de uma subespécie já existente em dois grupos genéticos distintos.

Os tigres, de modo geral, continuam criticamente ameaçados, pois a maioria das estimativas aponta para pouco mais de 7000 tigres selvagens. Tendo em tempos vagueado por toda a Ásia, têm sido caçados até à beira da extinção, um processo acentuado pelo comércio ilegal de partes do seu corpo.

Os conservacionistas pensam que, das oito tradicionais subespécies, três já se extinguiram desde a década de 40 do século passado (o tigre de Bali, o tigre do Cáspio e o tigre de Java). Assim, restam cinco estreitas faixas de terreno onde se podem observar tigres selvagens: Sibéria, sul da China, Sumatra, subcontinente indiano e Indochina.

Os tigres da Indochina devem, então, passar a ser considerados duas subespécies diferentes, de acordo com as análises genéticas de Shu-Jin Luo, do US National Cancer Institute's Laboratory of Genomic Diversity no estado do Maryland. Os animais que vivem na península malaia são diferentes dos que nas zonas mais a norte da Indochina, considera ela.

A equipa de investigadores recolheu DNA de tigres de toda a Ásia para verificar se os agrupamentos subespecíficos tradicionais, baseados na localização geográfica, tamanho e padrões de riscas, reflectiam a diversidade genética. A única discrepância que encontraram foi para os tigres da Malásia, antes agrupados juntamente com a subespécie P. tigris corbetti, que passaram a merecer uma designação própria, P. tigris jacksoni

Os investigadores escolheram o nome em honra do conhecido defensor da conservação do tigre Peter Jackson. A publicação do seu estudo encerra um debate que dura desde a sua apresentação na conferência  South-East Asia Zoo Association em Setembro. Os conservacionistas malaios pretendiam que a subespécie fosse baptizada P. tigris malayensis.

Os investigadores concederam que, apesar de o nome científico continue a incluir jacksoni, o tigre terá a designação comum de tigre da Malásia. 

O tigre é um forte símbolo para os conservacionistas. "Os tigres são uma das maiores e mais carismáticas espécies ameaçadas. São ícones", diz Stephen O'Brien, chefe do Laboratory of Genomic Diversity.

A descoberta dos investigadores pode ser que ajude os esforços conservacionistas, tanto em cativeiro como na natureza, espera O'Brien. Apesar de as subespécies de tigre puderem acasalar entre si, é melhor reproduzir animais semelhantes, de forma a conservar características, como o tamanho, que ajudam a sobrevivência dos animais nos seus diferentes habitats. 

As técnicas genéticas também podem ajudar os investigadores a traçar as origens de partes do corpo de tigres confiscadas a comerciantes do mercado negro, acrescenta O'Brien. "Estamos muito entusiasmados com o poder destas ferramentas moleculares", conclui ele. 

 

Outras Notícias:

Exposição cheia de peles causa polémica

Uma exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova York está a eriçar os pelos dos conservacionistas e defensores dos direitos dos animais. A exposição "Wild: Fashion Untamed", refere-se à utilização de peles e penas na moda e abre esta semana, apresentando uma carteira feita com a cabeça de um jaguar e um chapéu adornado com periquitos empalhados.

A exposição pretende abordar o animalismo e o conceito de feminilidade, fetiches sexuais, sedução, excesso, coqueteria e ostentação de riqueza, refere um funcionário do museu. "Tudo isto tem estado conosco desde o início da moda", diz o curator Andrew Bolton.

Apesar da quantidade de crânios de animais, peles e penas, o agrupo activista americano People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) optou por não usar a sua famosa táctica de protesto de atirar sangue de animais aos artigos e trabalhou em conjunto com o museu para que a mensagem transmitida fosse a sua.

"É um sinal da alteração da nossa abordagem à questão da industria da moda, trabalhando a partir de dentro e não de fora", refere o porta-voz da PETA Michael McGraw.

A oposição organizada ao uso de animais na moda data do século XIV, quando leis foram propostas para impedir a utilização apenas com fins extravagantes, diz Bolton. "Só pela associação emotiva a estas questões, tem sido desde sempre controversa."

A última década, através do movimento hip-hop, assistiu a um ressurgimento do interesse dos jovens nos artigos de pele, refere ele.

Entre os artigos mais chamativos da exposição estão um casaco de pelo de jaguar e um adorno de cabeça de cabeça de crocodilo, ambos com a assinatura Dior, peles entrançadas de Jean Paul Gaultier, um vestido rosado de penas de avestruz de Roberto Cavalli, patrocinador da exposição, e um vestido Prada para a próxima estação, feito com penas de pavão.

As peles e as penas vão causar reacções, diz a PETA. "Temos esperança que apresentando ambos os lados da questão as pessoas saiam da exposição com a sua sensibilidade alterada e que não existe, actualmente, nenhuma razão para continuar a utilizar pele e outros artigos feitos com animais", dizem. 

A exposição abre hoje e decorrerá até 13 de Março de 2005.

 

 

Saber mais:

tigerlink.org

5 TIGERS The Tiger Information Center

Peta

 

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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