2004-12-02

Subject: Ambientalistas prevêem problemas no segundo mandato de Bush

News of the Wild

 

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Ambientalistas prevêem problemas no segundo mandato de Bush

 

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Os ambientalistas estão a ver alguns dos seus piores receios a tornar-se realidade à medida que o presidente Bush apresenta a sua genda para o segundo mandato, que inclui a extracção de mais madeira, petróleo e gás de terras públicas e uma maior dependência do mercado em vez de uma regulamentação para reduzir a poluição.

A maior prioridade energética de Bush, a abertura do refúgio da fauna selvagem do Alaska à perfuração de petróleo, está a tomar forma, após ter sido aprovada pelo Congresso a autorização para a realização de testes.

"Esta vai ser uma batalha por definições de política e nós estamos preparados para a fazer" diz Deb Callahan, presidente da League of Conservation Voters.

Apesar de a campanha presidencial americana não ter dado importância a estes temas, funcionários da administração acreditam que os resultados obtidos validaram a sua ideia de que a maioria das decisões ambientais deve ser tomada em função das reacções do mercado, dos proprietários de terras e governos locais e estatais.

James Connaughton, presidente do White House Council on Environmental Quality, disse que a administração irá continuar a "parceria com o sector petrolífero e de gás" mas também irá trabalhar com as organizações conservacionistas, desde que estas "estejam dispostas a definir de forma construtiva as práticas e prioridades da produção interna."

A prioridade ambiental de Bush é a alteração da Clean Air Act em relação aos limites nacionais dos três principais poluentes produzidos pelas centrais energéticas e a permitir a troca comercial de "direitos de poluição", em vez de criar regulamentação para o cumprimento dos objectivos dessa política.

O presidente não planeia alterar o seu modo de pensar em relação á rejeição do Protocolo de Kyoto, que iria impor cortes obrigatórios nas emissões de dióxido de carbono. "Kyoto é impraticável", diz Connaughton.

Devido a um processo judicial movido contra o estado por uma organização conservacionista, a Agência de Protecção do Ambiente (EPA) está a preparar as primeiras regulamentações sobre a redução da poluição de mercúrio provocada pelas centrais eléctricas a carvão e novos níveis de cinzas no ar.

Mike Leavitt, administrador da EPA, prevê uma vigilância mais apertada da qualidade da água e medidas de protecção contra ataques químicos e biológicos. "Acredito que a missão que me foi entregue pelo presidente neste seu segundo mandato, bem como a agenda e filosofia validadas pela eleição, foi a de obter mais progresso no mais curto espaço de tempo, mantendo a competitividade económica do país", diz ele.

Os republicanos do Congresso também planeiam reexaminar outro marco histórico das leis ambientais dos anos 70 do século passado, a Endangered Species Act, que protege as plantas e animais raros e os seus habitats, e a National Environmental Policy Act, que exige que o governo avalie antecipadamente se as suas acções terão impacto a nível dos recursos naturais.

 

Uma área onde os ambientalistas e a casa Branca poderão chegar a acordo são os temas dos oceanos. A administração está a analisar a hipótese de estabelecer quotas de pesca para espécies individuais, novas medidas de protecção para os recifes de coral e gestão com base no equilíbrio ecológico de cursos de água, diz Connaughton.

A aministração adiou para depois desta eleição a decisão final sobre o plano de permitir a construção de estradas e o abate de 58 milhões de acres de florestas remotas onde ambas as situações eram proíbidas até agora.

O secretário do interior Gale Norton está a alterar 162 planos para a gestão de cerca de 1 em cada 10 acres de terra nos Estados Unidos. Essas decisões irão afectar se serão favorecidas as zonas de protecção da vida selvagem ou as perfurações de petróleo e gás. Norton quer dar mais voz aos governos locais sobre a matéria.

Os funcionários querem aplicar de forma mais generalizada a lei das "florestas saudáveis" que o Congresso aprovou durante o primeiro mandato. Esta lei permite a companhias abater árvores grandes e com valor comercial nos parques naturais em troca de uma limpeza de espécies menores de árvores e arbustos sujeitos a incêndios.

A administração pretende que os gestores das florestas nacionais retirem essas árvores e arbustos numa área até 4 milhões de acres em risco de fogo, cerca de 300000 acres mais do que os esforços actuais. De seguida, espera duplicar esse valor para 8 milhões de acres no espaço de uma década, refere o subsecretário do Agriculture Department Mark Rey, responsável pela política florestal.

Os ambientalistas continuam a ver os tribunais como o seu último recurso. No dia seguinte à eleição, o pessoal da firma Earthjustice "encontrou-se para enfrentar a notícia de que a administração mais anti-ambiental de que há memória estava de volta para mais quatro anos", disse Buck Parker, director executivo da firma de advogados. No entanto, acrescentou ele, "estamos mais decididos do que nunca a continuar a nossa luta em prol do ambiente." 

 

 

Saber mais:

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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