2004-11-27

Subject: Concentração dificulta tarefas simples

News of the Wild

 

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Em destaque:

Concentração dificulta tarefas simples

 

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Quando se tenta dominar uma dada tarefa, por vezes é melhor não nos esforçarmos demasiado. Esta ideia do senso comum foi agora confirmada pelos cientistas que, usando imagens do cérebro, mostraram que pensar demasiado acerca de uma acção simples interfere com o processo de aprendizagem.

Os cientistas já sabiam que conscientemente tentar demasiado para aprender pode levar a problemas. A mais antiga demonstração deste facto data de 1976, em que era pedido a estudantes que memorizassem sequências de letras. 

Aqueles a quem foi dito à partida que existia um padrão regular nas letras tiveram maiores dificuldades em distinguir sequências que tinham de sequências que não tinham esse padrão. Mas até agora, não se tinha compreendido porque motivo isso acontecia.

Paul Fletcher, psiquiatra da Universidade de Cambridge no Reino Unido, observaram a actividade cerebral de pessoas que estavam a aprender descontraidamente, sem qualquer esforço consciente e comparam-na com a actividade de pessoas que estavam a esforçar-se deliberadamente para responder ao desafio.

A equipa pediu aos voluntários que carregassem um de quatro botões, dependendo de qual de quatro formas estava iluminada no monitor. Durante o este de 60 minutos, cada pessoa teve que carregar cerce de 300 botões, incluindo 18 repetições de uma sequência particular de 10.

A um dos grupos de voluntários foi pedido que tentassem aprender o padrão, enquanto a um segundo grupo foi pedido que se descontraíssem e não tentassem encontrar o padrão. Memorizar e aprender o padrão deveria ajudar as pessoas a responder mais rapidamente, explica Fletcher. 

No final do teste, aqueles que não estavam preocupados em procurar padrões completaram a tarefa com um tempo de reacção cerca de 40 ms mais rápido que os que buscavam o padrão, sugerindo que o grupo que não estava a esforçar-se para isso tinha aprendido o padrão mais eficazmente. 

 

Durante o teste, Fletcher e os seus colegas seguiram a actividade cerebral dos voluntários através de imagens de ressonância magnética, uma técnica que detecta o fluxo sanguíneo de forma a dar uma imagem contínua da actividade do cérebro. Detectaram desta forma um aumento notório da actividade do lobo frontal direito nas pessoas que estavam a tentar aprender o padrão. 

A capacidade de tomar decisões do lobo frontal é normalmente empregue durante aprendizagens ou pensamentos complexos. Estas áreas comunicam com o tálamo, que filtra a informação sensorial.

Mas porque uma actividade extra do lobo frontal iria interferir com a capacidade de aprender o padrão? Fletcher explica que os lobos frontais são muito úteis numa crise, quando é necessário tomar uma decisão rápida sobre a acção a desenvolver, mas este processo consciente pode chegar a inibir a aprendizagem automática de tarefas simples.

Então e se dermos ao nosso cérebro uma folga e deixarmos de nos esforçar por aprender? Depende do tipo de tarefa em mãos, diz Fletcher. Por exemplo, pessoas que estão a aprender a esquiar deviam tentar descontrair-se à medida que descem a encosta. "Se tentarmos prever o que vai acontecer em cada curva, vamos perturbar os processos cerebrais a nível motor", diz ele. Mas quando se trata de aprender a matéria dos livros da escola, ainda é necessário algum esforço e concentração. 

 

 

Saber mais:

Matéria cinzenta é importante para a inteligência

Parte do cérebro trabalha a dormir

Department of Psychiatry, University of Cambridge

Addenbrooke's Hospital

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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