2004-11-25

Subject: Pombos correio têm verdadeiro magnetismo

News of the Wild

 

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Pombos correio têm verdadeiro magnetismo

 

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Já é oficial: os pombos correio podem realmente captar o campo magnético da Terra. Uma investigação sobre a sua capacidade de detectar diferentes campos magnéticos mostra que as suas impressionantes capacidades de navegação dependem, quase e certeza, de pequenas partículas magnéticas nos bicos.

A descoberta parece resolver a questão de como os pombos Columba livia nunca perdem o norte. Alguns especialistas já tinham sugerido que as aves dependiam de diferentes pistas odoríferas na atmosfera para saberem onde estavam, mas as últimas descobertas sugerem que afinal usam pistas magnéticas.

A ideia de que os bicos dos pombos contêm pequenas partículas de óxido de ferro (magnetite) não é nova, diz Cordula Mora, que liderou este estudo realizado na Universidade de Auckland, Nova Zelândia. Mas as partículas são minúsculas, não maiores que uns poucos micrómetros de diâmetro, pelo que ninguém as tinha visto ao microscópio.

As experiências comportamentais de Mora foram, portanto, a melhor indicação de que os pombos são capazes de detectar o campo magnético da Terra. Ela e os seus colegas ensinaram os pombos a distinguir entre campos magnéticos, colocando-os num túnel de madeira com uma plataforma de alimentação em cada extremidade e anéis de fio enrolados em volta da parte exterior.

Os pombos foram treinados a voar para uma extremidade do túnel se os fios eléctricos estivessem ligados (gerando um campo magnético) e para a outra extremidade de estivessem desligados (deixando o campo magnético natural da Terra inalterado).  "Fiquei muito surpreendida, porque os pombos aprendiam depressa", diz Mora, agora na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. 

As suas capacidades eram reduzidas, no entanto, quando os investigadores colocavam pequenos ímans presos ao seu bico ou quando a zona superior do bico era anestesiada. Estes factos sugerem que a sua capacidade se deve à presença de material magneticamente sensível nesta zona, relatam os investigadores na revista Nature.

 

A equipa continuou a sua investigação tentando perceber de que forma estes sinais magnéticos eram transmitidos ao cérebro da ave. Quando cortaram o ramo oftálmico do nervo trigeminal, que liga a parte superior do bico ao cérebro, as aves eram incapazes de distinguir os campos magnéticos natural e artificial. Mas quando o nervo olfactivo era cortado, as aves voavam normalmente, dando um golpe final na teoria da navegação pelo cheiro.

Os resultados estão de acordo com estudos prévios de outro navegador impressionante, a truta arco-íris. Ambas as espécies parecem ter um sistema em que sinais provenientes das partículas de magnetite são transportados do nariz para o cérebro através do nervo trigeminal, diz Mora. Isto não é surpreendente, continua ela, porque materiais que contenham ferro são comuns no corpo dos animais.

Mas então porque ninguém viu as ditas partículas? Outros investigadores estão a tentar, diz Mora, mas o problema é que, apesar de sabermos onde procurar, elas são muito pequenas e facilmente confundidas com outras estruturas biológicas que contêm ferro, como o sangue.

As partículas são pequenas porque não há necessidade de serem maiores, acrescenta Mora. "Não é preciso um receptor de grande dimensão como o olho, pois o campo magnético atravessa tudo, o que torna esta busca um pouco como procurar uma agulha num palheiro." 

 

 

Saber mais:

Mistério dos pombos-correio desvendado

Magnet-making bacteria could target tumours

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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