2003-11-06

Subject: Sobras da mesa do lobo beneficiam outras espécies

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do Boletim Informativo Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Sobras da mesa do lobo beneficiam outras espécies 

 

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Dois estudos realizados por investigadores da universidade da Califórnia sugerem que os lobos cinzentos beneficiam outros carnívoros ao deixar para trás carcassas meio devoradas. Estes estudos podem ajudar a apoiar a controversa decisão de libertar lobos no parque nacional de Yellowstone em 1995. 

Ursos e leões da montanha mantêm-se perto da sua presa, protegendo-a de necrófagos, enquanto se alimentam, mas não os lobos. 

Os lobos apenas conseguem ingerir 10 Kg de carne antes de se verem obrigados a descansar e digerir. Assim, deslocam-se para longe da carcassa e vão para as suas tocas ou abrigos, dormir e fazer a digestão. Entretanto, os necrófagos avançam para devorar as sobras. 

Em tempos encontrados em toda a América do norte, os lobos cinzentos foram dizimados até à década de 70 do século XX. Quando o U.S. Fish and Wildlife Service primeiro propôs a sua reintrodução em Yellowstone em 1987, os opositores previram que os predadores eliminariam o alce, o veado e gamo. 

Os investigadores que estudaram o lobo cinzento de Yellowstone de 1998 a 2001, seguiram as alcateias até às suas presas e observaram o modo como se alimentavam. Analisaram, de seguida, mais de 200 carcassas. 

As suas conclusões mostraram que quanto pior fosse o tempo, mais restos os lobos deixavam, permitindo a outros partilhar dessas matanças. Quanto mais profunda for a neve, mais difícil é às presas atingir o seu alimento no solo, pelo que se tornam mais fracos e fáceis de capturar. Deste modo, quanto mais drásticas forem as condições atmosféricas, maior a disponibilidade de alimento para os lobos e mais sobra carne sobra para outros animais. 

O estudo mostra que antes dos lobos terem sido reintroduzidos em Yellowstone, os veados e gamos morriam frequentemente de fome no fim do Inverno, deixando uma pilha de carcassas para apodrecer. Os lobos estão a cumprir a sua função de predadores de topo, removendo os mais fracos ao longo do ano, conclui o estudo. 

 

 

 

Outras Notícias:

lobo e o cão de rebanho: amigos inesperados

 

Neste momento existem apenas entre 150 e 300 lobos em Portugal, os quais têm sofrido um forte declínio no nosso País. 

A principal ameaça à sua conservação resulta da perseguição que lhes é movida por atacarem rebanhos. Para reduzir estes ataques e, portanto, reduzir a perseguição ao lobo, o Grupo Lobo tem recuperado com sucesso a tradição de recorrer à colocação de cães de gado, de raças portuguesas, como o Serra da Estrela, o Castro Laboreiro e o Rafeiro Alentejano, junto dos rebanhos.

Um Cão de Gado é um cão que protege os animais domésticos dos ataques dos predadores, como os lobos, as raposas ou os cães vadios. É calmo, não interfere nas actividades do rebanho, mas está sempre atento à aproximação de qualquer intruso ou situação estranha. Sendo muito independente, trabalha sem necessitar da presença ou supervisão do pastor.

Esta reutilização de cães de gado na guarda de rebanhos em zonas de ocorrência de lobos, tem tido resultados positivos na conservação destes em Itália, nos Estados Unidos e, mais recentemente, em Portugal, podendo revelar-se uma medida muito importante na conservação da espécie no nosso País.

 

Saber mais:   

CRLI - Centro de Recuperação do Lobo Ibérico

USFWS- Gray Wolf Recovery

Lobos - Os Grandes Viajantes da Evolução

WWF-UK- Grey Wolf

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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