2004-11-20

Subject: Movimentos de defesa dos animais enfrentam o mundo

News of the Wild

 

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Em destaque:

Movimentos de defesa dos animais enfrentam o mundo

 

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As tácticas de um pequeno número de activistas dos direitos dos animais de linha dura levaram-nos ao confronto com as grandes corporações industriais e científicas, bem como muitos governos.

Algumas das suas estratégias deixaram muitos indignados, especialmente os que foram os seus alvos, mas independentemente de serem ou não apoiados, ninguém pode negar o impacto dessas mesmas tácticas.

A campanha levada a cabo contra o maior laboratório europeu de vivissecção Huntingdon Life Sciences, mostrou até que ponto essas tácticas se tornaram sofisticadas.

A campanha "Stop Huntingdon Animal Cruelty" (SHAC) teve como alvos principais os fornecedores. Até ao momento, mais de 80 companhias cortaram relações com a Huntingdon devido à pressão dos activistas dos direitos dos animais e ao receio de má publicidade.

Greg Avery, da campanha SHAC, já se apercebeu que muitas das maiores companhias podem ser persuadidas muito rapidamente a mudar de atitude, mas não porque se preocupem com os animais. "Os homens de negócios não estão preocupados com a ética, só se preocupam com os lucros, logo não tomam decisões éticas mas sim decisões financeiras. Por isso, o que fazemos é tornar a questão financeira, atacamo-los onde dói mais, ou seja, no bolso."

A principal lição que o movimento dos direitos dos animais aprendeu foi a ser implacável. Os activistas costumavam focar a sua atenção em vários locais simultaneamente mas agora preferem atacar um único alvo maior de cada vez. 

Greg Avery esteve envolvido numa outra campanha, contra os canis Consort, e refere: "Agarrámo-nos aos canis e não os deixámos mais. Não podemos escolher uma companhia se não temos como objectivo fechá-la de vez, senão só a tornamos mais forte. Quando são escolhidos como alvo, sabem que estão arrumados."

Apesar da crescente sofisticação do movimento, todos sabem bem que se a argumentação e pressão legal falhar, se pode sempre recorrer à intimidação ilegal. A campanha SHAC considera-se contra esse tipo de acção mas coisas muito desagradáveis aconteceram a companhias que indicou e envergonhou no seu website.

Por exemplo, a 10 de Setembro de 2004 foram colocadas bombas fingidas sob os carros dos dois directores da Northgate, fornecedora da Huntingdon. Mais tarde no mesmo dia, a Northgate anunciou que tinha cessado todas as relações comerciais com a Huntingdon Life Sciences.

Companhias associadas à Huntingdon foram sujeitas, só este mês, a diversos tipos de ataque, incluindo danos a carros, casas pintadas com dizeres insultuosos e janelas partidas. Uma família que cria animais para investigação tem sido alvo de uma campanha consistente de perseguição.

A SHAC nega qualquer tipo de envolvimento nestes incidentes mas, apesar de condenadas por todos, estas tácticas são bem sucedidas na persuasão das companhias a aceder às exigências dos activistas. 

O ministério da Administração Interna inglês criou a Unidade de Coordenação Nacional para o Extremismo, em associação com a Associação de Oficiais de Polícia, com o objectivo recolher informação de todo o país acerca da melhor forma de controlar este tipo de actividade ilegal. Também estão na forja novas leis, que impeçam os extremistas de organizar protestos à porta da casa das pessoas.

 

O movimento pelos direitos dos animais inglês é o maior e o mais forte do mundo, pelo que activistas de todo o planeta se voltam para o Reino Unido em busca de formas de tornar mais efectiva a sua actividade.

Patti Strand, do grupo de pressão americano National Animal Alliance, acredita que os ingleses têm muitas culpas. "Consideramos o Reino Unido como o Afeganistão em relação ao crescimento do extremismo no movimento dos direitos dos animais em todo o mundo. O movimento americano que presenciamos agora é uma importação directa do Reino Unido.

No entanto, a confiança do movimento dos direitos dos animais é tal que já planeia o futuro. 

Greg Avery da SHAC já tem novos alvos em vista. "Quando a Huntingdon fechar não iremos lidar apenas com outra companhia. Vamos passar a lidar com áreas muito maiores de abuso dos animais, para destruir grandes companhias, como as criações de animais de estimação para lojas de animais, criação intensiva de gado e aves de capoeira, circos e jardins zoológicos. Todos podem ser fechados. Estamos mais fortes, mais inteligentes e ainda mais determinados em ir para além de fechar companhias mas por fim a áreas inteiras de abusos aos animais."

Pensadores considerados dentro do movimento, como Ronnie Lee, fundador da Animal Liberation Front, querem ir muito mais além de fechar circos e jardins zoológicos.

"Para criar um mundo que seja justo para todas as criaturas vivas temos que considerar uma política de redução da população humana, ou seja, temos que reduzir a nossa própria capacidade de reprodução." 

Mas de quanto será essa redução? Lee considera que a redução da população do Reino Unido dos actuais 60 milhões para apenas 6 milhões de pessoas seria melhor para os animais. Lee leva tão a sério a questão de reduzir a população que fez uma vasectomia.

Os seus pontos de vista não serão os mais vulgares nas manifestações a favor dos direitos dos animais mas é claro que os activistas não se darão por satisfeitos quando fecharem quintas ou laboratórios de testes em animais. Entusiasmados com o seu sucesso, eles querem, nada mais, nada menos, que mudar o mundo. 

 

 

Saber mais:

People for the Ethical Treatment of Animals (PETA)

International Fund for Animal Welfare (IFAW)

Greenpeace International

WWF's Global Network

Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA)

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2004


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