2004-10-26

Subject: Células estaminais podem restaurar a visão

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Células estaminais podem restaurar a visão

 

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Células estaminais retiradas da zona posterior do olho poderão ser utilizadas para restaurar uma visão normal em pessoas com problemas de visão, revelaram os investigadores.

Os células estaminais da retina humana regeneraram-se quando foram transplantadas para os olhos de ratos e galinhas, descobriu uma equipa da Universidade de Toronto. Agora planeiam averiguar se o mesmo acontece em olhos doentes, com a esperança de eventualmente tratar humanos.

A retina está localizada na zona posterior do olho e transforma os raios luminosos incidentes em imagens. Funciona como o filme de uma câmara fotográfica, transformando-o a luz incidente em sinais eléctricos e enviando-os para o cérebro.

A retina contém milhões de células chamadas fotoreceptores, os cones e os bastonetes, e contém pigmentos visuais. Quando a luz atinge esses pigmentos, estes perdem temporariamente a sua cor. É este branqueamento que desencadeia o impulso nervoso, que é transmitido ao cérebro.

Os investigadores retiraram células estaminais de retina de um cadáver e transplantaram-nas para os olhos de ratos e galinhas com apenas um dia de vida. Observaram que as células transplantadas se desenvolviam em células fotoreceptoras.

A investigadora chefe Brenda Coles explica: "Quando os seus olhos se desenvolveram, as células humanas tinham sobrevivido, migrado para a zona sensorial do olho e formado as células correctas."

A equipa está agora a explorar se as células estaminais destes ratos saudáveis continuarão a desenvolver-se quando transplantadas para ratos com problemas de visão. 

Este tipo de investigação irá permitir descobrir se as células estaminais da retina podem ser utilizadas para tratar doenças degenerativas como a retinite pigmentosa ou a degeneração macular, que estão entre as formas mais comuns de cegueira nos países desenvolvidos.

 

Estas doenças afectam os cones e os bastonetes mas não as células nervosas em frente deles. Coles diz: "Estamos a começar com ratos para ver se eles são capazes de ultrapassar a genética da doença. O olho está, ele próprio, a dizer às células estaminais o que devem fazer, pelo que quando utilizamos um modelo da doença é importante perceber que sinais do olho são esses de forma a pudermos inibi-los ou proteger as células."

Stephen Minger, director do laboratório de biologia das células estaminais do King's College em Londres, considera este trabalho excelente, para início da investigação.

"Ser capaz de mostrar que se pode retirar um pequeno grupo de células do olho humano e expandi-las e implantá-las de forma a que adquiram diferenciação específica é muito encorajante."

É importante provar que as células implantadas funcionam normalmente e em condições de doença, bem como a quantidade de células que será necessário transplantar em humanos, conclui ele. 

 

 

Saber mais:

University of Toronto

Proceedings of the National Academy of Sciences

 

 

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