2004-10-23

Subject: Alguns de nós vão viver até aos 150 anos

News of the Wild

 

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Alguns de nós vão viver até aos 150 anos

 

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Alguns seres humanos que estão vivos actualmente irão viver até aos 150 anos de idade, alega Steven Austad, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas. 

Segundo ele, a longevidade humana pode ser muito superior à que se considerava possível, pelo que tem virtualmente a certeza de que algumas das crianças que estão vivas agora ainda o estarão em 2150.

"O panorama evolutivo humano é muito interessante, pois conseguimos criar um ambiente para nós próprios que é muito mais seguro do que qualquer outro em que tenhamos vivido antes", explica ele.

"Assim, mesmo sem nenhum avanço médico, só com as alterações evolutivas, é de esperar no futuro próximo uma taxa de envelhecimento cada vez mais lenta no Homem."

No mundo industrializado, cada vez mais pessoas estão a viver para além dos 90 e dos 100 anos, não existindo nenhum sinal de que a tendência esteja a estabilizar. É precisamente este o facto que está causar apreensão em relação aos fundos da segurança social e de pensões em muitos países ocidentais.

Mas também é evidente que em algumas sociedades pré-industriais localizadas um pouco por todo o globo actualmente, existem pessoas que sobrevivem até aos 70 e 80 anos, apesar de uma falta de, por exemplo, cuidados de saúde imediatos.

Vespas que vivem em sociedade têm maior longevidade que as solitárias

A previsão de Austad está relacionada, em parte, com investigação destinada a compreender melhor a longevidade natural do Homem. 

Jim Carey, biodemógrafo da Universidade da Califórnia, analisou o tamanho relativo do corpo e do cérebro de uma variedade de mamíferos e descobriu que, se deixados à mercê da natureza, era provável que morrêssemos com 30 a 40 anos de idade.

As razões porque tal não acontece são simples: o tamanho do nosso cérebro e a nossa sociabilidade, a capacidade de nos especializarmos e trabalharmos juntos.

Carey explica que o cérebro, sendo o instrumento do comportamento social, é a chave para esta situação. "Com base apenas no tamanho, o Homem deveria viver entre 30 e 40 anos, mas a sociabilidade, e mais especificamente o tamanho do cérebro, passam essa estimativa para os 70 a 90 anos de vida para um humano."

 

Carey referiu que na natureza têm sido observadas vespas solitárias que vivem entre 10 a 14 dias, mas as vespas sociais vivem entre 2 e 3 anos. Noutros grupos de insectos sociais, como as térmitas e as formigas, as rainhas podem podem viver 2 ou 3 décadas.

Não existem grandes evidências de que os nossos ancestrais vivessem mais de 40 anos

"Quando temos ajudantes e um ninho, os riscos que corremos e a taxa de mortalidade são diferentes", diz ele. "O ninho fornece protecção, mas com ajudantes podemos desenvolver comportamentos defensivos. Começa a haver especialização, para que a mãe possa reproduzir-se."

De forma semelhante, os leões que vivem em grupos sociais, vivem mais tempo que os tigres, animais essencialmente solitários. Para além disso, há muito poucas evidências de que os nossos ancestrais nómadas vivesse para além dos 40 ou 50 anos.

"Resta-nos a ideia de que o Homem vive muito mais tempo do que seria de esperar para o seu tamanho corporal", diz Austad. "Uma hipótese razoável para explicar esta situação é o facto de que vivemos em grupos complexos que nos fornecem alguma protecção, que não teríamos que estivéssemos entregues a nós próprios."

O investigador está tão confiante acerca das suas previsões de que alguém vivo neste momento irá atingir o ano 2150 vivo, que já o apostou com um amigo. "É tão garantido que vou ganhar que é quase um roubo deste dinheiro", conclui ele. 

 

 

Saber mais:

University Of Texas Health Science Center

University of California at Davis

The secrets of long life revealed?

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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