2004-10-20

Subject: Injecção de mitocôndrias aumenta fertilidade

News of the Wild

 

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Em destaque:

Injecção de mitocôndrias aumenta fertilidade

 

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Injectar os óvulos de uma mulher com um fornecimento de mitocôndrias novas de óvulos de outra mulher já se sabia que aumentava a taxa de sucesso da fertilização in vitro (FIV), mas há um problema ético importante: todos os embriões que resultem desse processo conterão material genético de três pessoas diferentes.

Agora, uma equipa médica de Taiwan relata que encontrou uma solução para o problema: as mitocôndrias a injectar podem ser retiradas de qualquer outra célula da própria mulher. A descoberta foi apresentada no encontro da American Society for Reproductive Medicine.

A equipa testou pela primeira vez o procedimento em mulheres que já tinham falhado a concepção através de FIV. Isolaram células das camadas de células que envolvem o óvulo em desenvolvimento no ovário, designadas tecas, e extraíram delas as mitocôndrias.

Injectaram até 5000 mitocôndrias em cada óvulo, 5% do número total que eles já contêm. De seguida, fertilizaram os óvulos em laboratório, deixaram-nos desenvolver em embriões e implantaram-nos no útero das mulheres.

Das 71 tentativas, 35% resultaram em gravidezes e 20 bebés nasceram, revelou o líder da equipa Chii-Ruey Tzeng da Universidade Médica de Taipé. Pelo contrário, apenas 6% das tentativas sem injecção de mitocôndrias tinham anteriormente resultado em gravidezes no mesmo grupo de pacientes, nenhuma das quais atingiu o termo.

Tzeng acredita que algumas mulheres têm dificuldade em conceber, em parte, devido a falhas no metabolismo mitocondrial, resultado de os óvulos estarem nos ovários muito tempo. Pelo contrário, as células protectoras das tecas são renovadas regularmente e as suas mitocôndrias apresentam menos defeitos.

Ele espera que a técnica possa ser utilizada para ajudar mulheres com vários tipos de problemas de concepção, ou mesmo aquelas cujos óvulos estão simplesmente envelhecidos.

A apresentação destes resultados foi recebida com grande excitação no encontro mas o médico de infertilidade Peter Schegel do Weill Cornell Medical College em Nova York, considera que são necessários mais estudos para que seja comprovado que o tratamento realmente aumenta a taxa de gravidez. Teme-se que as pessoas corram a utilizar o tratamento antes que se demonstre ser efectivo ou seguro. 

 

Tentativas anteriores de espevitar os óvulos com mitocôndrias novas têm enfrentado preocupações éticas e de segurança.

Um método, designado transferência citoplasmática, envolve a injecção de citoplasma e mitocôndrias de um óvulo de uma mulher saudável para um óvulo de uma mulher estéril. A Autoridade Americana para a Alimentação e Medicamentos (FDA) proibiu esta técnica em 2001 (excepto em teste clínicos), devido ao potencial risco do nascimento de crianças com defeitos genéticos.

Também existem questões éticas acerca de obter embriões que contenha material genético de três progenitores: mãe, pai e a pequena quantidade de DNA transportado nas mitocôndrias da mulher dadora.

Um procedimento experimental e muito contestado, envolve a transplantação de um núcleo inteiro de um óvulo de uma mulher estéril para um citoplasma anucleado de um óvulo de uma mulher saudável.

Dado que esta técnica substitui todas as mitocôndrias do óvulo, pode ser utilizada para ajudar as mulheres cujas mitocôndrias transportam uma doença genética hereditária. Uma equipa chinesa revelou ter tentado este procedimento no ano passado e uma outra equipa inglesa pediu uma licença para realizar um processo muito semelhante. 

 

 

Saber mais:

ASRM

Human Fertilisation and Embryology Authority

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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