2004-10-18

Subject: Dinossauro dormia como um pássaro

News of the Wild

 

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Dinossauro dormia como um pássaro

 

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O angustiado príncipe Hamlet descreveu a morte como um sono eterno, imaginando os temíveis sonhos que nele surgiriam. Por isso, talvez ele tivesse simpatizado com o dinossauro recém-descoberto na China: foi preservado enquanto dormia.

O dinossauro, baptizado Mei long, ou "dragão profundamente adormecido", tem jazido imperturbado durante mais de 140 milhões de anos mas a sua postura de sono é espantosamente semelhante à das aves modernas, mostrando que esta posição terá evoluído antes delas próprias.

O M. long parece ter morrido com as patas traseiras dobradas sob o corpo e a cabeça enfiada debaixo do membro anterior, como as aves colocam a cabeça debaixo da asa. É o fóssil mais antigo encontrado nesta postura, referem os seus descobridores Xing Xu da Academia Chinesa da Ciência e Mark Norell do Museu Americano de História Natural de Nova York, na revista Nature desta semana.

O facto de o M. long parecer apresentar hábitos de sono tão similares aos das aves modernas significa que, provavelmente, ambos os grupos partilham um ancestral comum não muito mais velho que o próprio dinossauro, acrescentam os autores.

É muito raro um fóssil ser preservado numa "pose vital", que nos possa dizer algo sobre o comportamento do animal, para além da sua morfologia. "Estamos a ver uma fotografia do que aconteceu há milhões de anos", diz Norell. "Todos os que viram este espécime ficaram maravilhados."

Os fósseis que nos contam algo sobre a vida diária dos dinossauros são incrivelmente valiosos, concorda David Varricchio da Montana State University. No mês passado ele revelou uma família inteira de dinossauros fossilizados, mostrando a existência de cuidados parentais (veja aqui esse relato). 

 

As "poses de morte" são muito mais comuns que as "poses vitais", refere Varricchio. Os vestígios estão frequentemente contorcidos pelo rigor mortis antes de serem enterrados e fossilizados.

O M. long foi, provavelmente, enterrado vivo muito rapidamente, talvez como resultado de uma erupção, especula Norell. Foi encontrado em sedimentos vulcânicos na província de Liaoning no nordeste da China. "Há grande quantidade de cinza nos sedimentos", diz ele, "mas também pode ter sido envenenado por gases tóxicos como o monóxido de carbono, é difícil saber."

A postura de ave do espécime também indica que o animal deveria ser de sangue quente, diz Norell. As aves modernas enfiam a cabeça debaixo de uma asa para conservar o calor, talvez o M. long tenha feito o mesmo. "O sangue quente teve que surgir algures", diz Norell, "não pudemos tirar directamente a temperatura de um fóssil mas está fortemente aparentado com as aves modernas."

Este parentesco é acentuado pelo reduzido tamanho do "dragão". Com apenas 53 cm de comprimento, o dinossauro apoia a teoria de que a evolução do voo nas aves foi suportada pelo facto de que, como uma família, eram relativamente pequenas.

As muitas teorias que rodeiam o M. long servem para reforçar o estatuto de Liaoning como o local do maior tesouro de dinossauros fósseis do mundo. 

 

 

Saber mais:

American Museum of Natural History

Natural History Museum

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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