2004-10-14

Subject: Genes maternos podem influenciar a orientação sexual

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Genes maternos podem influenciar a orientação sexual

 

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Um estudo realizado com homens italianos forneceu evidências de que a homossexualidade pode ser, em parte, influenciada pela genética. Os mesmos genes que se propõe como predispondo para a homossexualidade são os mesmos que desenvolvem a capacidade reprodutora feminina, resolvendo o aparente paradoxo do motivo porque eles não foram eliminados pela selecção natural.

Inquirindo perto de 200 homens de diferentes orientações sexuais, os investigadores da Universidade de Pádua descobriram que os parentes maternos dos homens homossexuais têm tendência para produzir maior número de descendentes do que os dos heterossexuais. Este facto sugere que as mães e as tias maternas dos homossexuais têm uma vantagem genética, mas essa mesma vantagem inverte-se, reduzindo a reprodução quando transmitido aos filhos macho.

"Durante muito tempo esto foi um paradoxo", diz Andrea Camperio-Ciani, que liderou o estudo. "Mas descobrimos que pode existir um conjunto de genes que, nos machos, influencia a homossexualidade mas nas fêmeas aumenta a fecundidade."

"Não sabemos o que poderão ser estes genes mas provavelmente estão espalhados por vários cromossomas", considera Camperio-Ciani. "Se o efeito fosse baseado num único gene espalhar-se-ia com facilidade pela população e a homossexualidade seria bem mais comum", explica ele.

Mas sejam quais forem os genes, o cromossoma X está quase de certeza envolvido, segundo ele. Os homens têm um cromossoma X e um cromossoma Y, enquanto as mulheres têm dois cromossomas X. Assim, o cromossoma X do homem é sempre herdado da sua mãe. No estudo, a diferença de capacidade reprodutiva apenas era evidente no lado materno da família.

Os investigadores seleccionaram homens homo e heterossexuais nos bares e clubes italianos e pediram-lhes que preenchessem um questionário acerca das suas árvores genealógicas. Para além de terem mães e tias mais fecundas, os homens homossexuais tinham outros homossexuais no lado materno da família, novamente dando ideia de que a sua sexualidade era influenciada pelos genes maternos.

 

Mais importante, os homens homossexuais tinham maior tendência para ter irmãos mais velhos, o que apoia uma teoria separada de que a homossexualidade está associada a alterações do sistema imunitário durante gravidezes anteriores que produziram machos. 

No total, cerca de 14% da variação entre homens homo e heterossexuais pode ser relacionada com uma taxa reprodutora superior do lado materno da família, e cerca de 6% com uma tendência para ter irmãos mais velhos, segundo Camperio-Ciani. Isto significa que, se a homossexualidade é influenciada pela genética ou pelo desenvolvimento intra-uterino, o efeito é apenas um dos muitos factores sociais e ambientais. 

"Sabemos que apenas explicámos cerca de 20% do padrão observado", diz Camperio-Ciani. "Os restantes 80% podem ser devidos a experiências formativas, sexuais e sociais, durante o início da vida ou mesmo infância", especula ele.

A cultura é parte importante tanto da abundância real ou apercebida de homossexualidade, lembra Camperio-Ciani. "A homossexualidade está presente em quase todas as culturas, mas é frequente que não seja relatada, devido a preconceitos."

Mas este estudo mostra que, apesar de não existir o chamado "gene gay", é possível que factores genéticos possam influenciar a sexualidade. "Acreditamos fortemente que este conjunto de genes influencia a expressão sexual, mas não a determinam", conclui Camperio-Ciani. 

 

 

Saber mais:

Brain development- The most important sexual organ

The Y chromosome- goldmine and junkyard

Shutting up the X

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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