2003-11-01

Subject: Cisnes ajudam a compreender as migrações 

 

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Em destaque:

Cisnes ajudam a compreender as migrações 

 

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Pequenos transmissores foram colocados em cisnes migratórios, de modo a que a sua épica viagem possa ser monitorizada pela primeira vez. Cinco cisnes de Bewick Cygnus columbianus estão a ser seguidos por satélite, podendo o seu progresso ser verificado online. 

Os investigadores esperam descobrir onde os cisnes param para descansar, bem como o seu exacto plano de voo e dificuldades que enfrentam ao longo da viagem. O estudo está  a ser realizado pela BBC e Wildfowl and Wetland Trust, que espera que este possa fornecer pistas importantes para a conservação destas aves. 

Os cisnes de Bewick voa milhares de quilómetros por ano, entre os seus terrenos de reprodução e de alimentação. As aves migram para tirar partido do curto mas produtivo Verão Árctico, onde se reproduzem. Muitos regressam ao sul para passar um Inverno em climas mais clementes. 

Até este momento, o seu voo de longa distância estava envolvido em mistério. Pesquisas anteriores tinham-se focado no início e final da viagem, sendo esta a primeira vez que os animais são seguidos ao longo de todo o trajecto. 

Cientistas viajaram até à Rússia árctica em Agosto para procurar as aves: Alexei, Andrei, Anatoli, Kostya e Pechora. As aves foram escolhidas no delta do Pechora Delta, o mais a norte que se pode ir sem sair de terra, comentaram. Todos são adultos não reprodutores, que se deslocam em bandos de adolescentes. Em Agosto as aves estão na muda da pena, sendo fáceis de capturar. 

Os investigadores esperam que este estudo revele também em que lagos os cisnes param para descansar e recuperar energias, informação fundamental na conservação dessas áreas. 

Os biólogos sabem que os cisnes passam o Inverno em grandes bandos na Grã-Bretanha e na Holanda mas virtualmente mais nada se sabe do seu percurso desde terras russas. Tem sido assumido que voam directamente para sul para passar o Inverno no Cazaquistão, mas os cisnes monitorizados estão a encaminhar-se para a Finlândia. 

Os transmissores são muito sensíveis, enviando a posição da ave com uma margem de erro de menos de 1 Km, bem como a sua velocidade e mesmo temperatura. No entanto, nem todas as notícias são boas. Kostya voou 2000 Km e aterrou num lago na Estónia, onde o seu sinal foi perdido. Com o elevado número de caçadores na área, pode muito bem ter sido abatido. 

O progresso dos restantes cisnes pode ser seguido online a partir do site da BBC Radio Four. O estudo está não só a revelar a rota seguida pelas aves, mas também a revelar um enorme conjunto de informações e factos surpreendentes, concluíram os investigadores. 

 

 

 

Outras Notícias:

Migradores de longa distância em perigo

 

O aquecimento global pode ter um efeito desastroso nas aves que migram longas distâncias a partir da Europa, revelaram os cientistas. No entanto, algumas espécies de migrações curtas podem ser muito beneficiadas, acrescentaram. 

Peritos do Swiss Ornithological Institute tentaram compreender os complexos padrões migratórios das aves que atravessam os Alpes. Nas últimas duas décadas detectaram uma subida das temperaturas de Primavera nas zonas temperadas europeias. A ideia era perceber se pequenas alterações de temperatura seriam um factor significativo no comportamento migratório, e mesmo uma possível ameaça a algumas espécies. 

Com este objectivo, examinaram registos de aves capturadas com redes numa das principais rotas migratórias europeias, o Col de Bretelet na Suíça. Esta zona é usada por milhares de aves, que assim evitam subir acima dos picos mais elevados dos Alpes. Mais de 350000 aves de 64 espécies foram capturadas, examinadas e libertadas desta forma neste local entre 1958 e 1999. 

Esta análise revelou um padrão complexo. Os migradores de longa distância, como os que passam o Inverno em África, estão a partir cada vez mais cedo no ano. Por este motivo, as aves podem falhar um estreita janela de oportunidade para atravessar o Sahara, devido ao instalar da época seca. As aves devem atravessar essa região antes que a seca se torne séria. 

A chegada, na Primavera, e o início da sua época de reprodução pode ser igualmente constrangida, pelo que estas aves estão a perder em relação a outras de migração mais curta. 

O aquecimento global pode ser uma séria ameaça para alguns dos migradores de longa distância, e ser a causa última porque estão em declínio na Europa. As aves de migração curta podem ser beneficiadas, pois têm uma época reprodutora mais longa e porque, no futuro, talvez tenham que migram distâncias menores. 

 

 

Saber mais:   

BBC Radio Four

Wildfowl and Wetland Trust

Cygnus columbianus - Tundra swan

Birdlife International

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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