2004-10-08

Subject: Wangari Maathai recebe o prémio Nobel da paz

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Wangari Maathai recebe o prémio Nobel da paz

 

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Wangari Maathai Wangari Maathai, a primeira mulher africana a ganhar o prémio Nobel da paz, tornou-se notada pela sua luta em prol do ambiente e dos mais marginalizados em África, as mulheres pobres.

O comité Nobel louvou-a como uma fonte de inspiração para todos os que em África lutam por um desenvolvimento sustentado, pela democracia e pela paz.

Uma académica pioneira, o seu papel como activista ambiental teve início com a plantação de árvores no seu próprio quintal. Este facto inspirou-a, em 1977, a formar uma organização principalmente para mulheres conhecida como Green Belt Movement (Movimento do Cinturão Verde), com o objectivo de impedir os efeitos devastadores da desflorestação e desertificação. 

O seu desejo era produzir de forma sustentada a lenha utilizada como combustível e combater a erosão do solo. A sua campanha de mobilização das mulheres pobres para plantar cerca de 30 milhões de árvores tem sido copiada por outros países africanos.

No entanto, segundo ela própria relata, a sua campanha de plantação de árvores não foi nada popular quando teve início. "Foram necessários muitos dias e noites para convencer as pessoas que as mulheres podiam melhorar o seu ambiente sem tecnologia ou recursos financeiros importantes."

O Green Belt Movement continuou o seu trabalho com uma campanha sobre educação, nutrição e outros assuntos importantes para as mulheres africanas. 

A senhora Maathai foi presa várias vezes pela participação em protestos contra a desflorestação em África. Nos anos 80 do século passado, tornou-se uma opositora proeminente da construção de um arranha-céu planeado para o centro do principal parque da capital queniana, o parque Uhuru. Foi, por isso, perseguida pelo presidente Daniel arap Moi e pelo seu governo mas conseguiu impedir a concretização destes planos.

 

Mais recentemente, tornou-se uma activista sobre temas sociais, o que levou a que fosse espancada até à inconsciência pela polícia local. Mas tal não a impediu de liderar um protesto de mulheres nuas.

Em 1997, candidatou-se à presidência contra o próprio arap Moi mas a sua candidatura teve pouco impacto.

No entanto, nas eleições de 2002, foi eleita deputada com 98% dos votos, como parte de uma coligação de oposição que derrubou o governo de arap Moi. Foi nomeada ministra assistente do ambiente em 2003.

Maathai usa geralmente uma analogia bíblica para realçar a importância do ambiente. " Deus criou o planeta desde segunda a sexta-feira, no sábado criou os seres humanos. A verdade é ... se o Homem tivesse sido criado na terça-feira, estaria morto na quarta-feira, porque ainda não existiam os elementos essenciais de que precisa para sobreviver", explica ela.

O comité para o prémio Nobel da paz, elogiou-a pela sua abordagem holística ao desenvolvimento sustentado que abrace a democracia, direitos humanos e, em particular, os direitos das mulheres. Ela pensa globalmente e actua localmente.

Maathai nasceu em 1940 e tem três filhos. O seu antigo marido, de quem se divorciou na década de 80 do século passado, disse que ela era "demasiado culta, demasiado forte, demasiado bem sucedida, demasiado teimosa e demasiado difícil de controlar". 

 

 

Saber mais:

Green Belt Movement

Nobel Prize

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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