2004-10-05

Subject: O doce cheiro do sucesso

News of the Wild

 

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Em destaque:

O doce cheiro do sucesso

 

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A nossa capacidade de cheirar, o sentido do olfacto, é um poderoso mas frequentemente negligenciado parceiro no nosso mundo sensorial, estando 3% da totalidade dos nossos genes dedicados à afinação dos seus aspectos mais subtis. 

O comité do Prémio Nobel distinguiu agora dois dos cientistas que mais fizeram para determinar até que ponto somos capazes de reconhecer e diferenciar o odor das rosas, vinhos ou de carne estragada ou em bom estado. O seu trabalho também ajuda a explicar de que forma um determinado odor pode evocar um momento importante nas nossas vidas.

Os neurocientistas Richard Axel da Universidade de Columbia em Nova York e Linda Buck do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle partilharam o prémio de $1,4 milhões do Prémio Nobel da medicina. 

Explorando as mais modernas técnicas moleculares ao longo das duas últimas décadas, conseguiram obter uma imagem completa da forma como o odor é convertido num sinal cerebral, onde não só é reconhecido mas lembrado conjuntamente com as emoções a ele associadas.

Axel e Buck mostraram que cada molécula odorífica activa um receptor específico na membrana de células receptoras que forram a cavidade nasal. Identificaram a cadeia de reacções que resulta desta activação, que envolve a proteína transdutora "G" e canais iónicos que se abrem e fecham.

Também decifraram os circuitos neurais que conduzem o sinal para as zonas superiores do cérebro, que lidam com funções mais complexas, como a recordação automática de uma memória de infância ou, de forma mais pragmática, a decisão de deitar para o lixo uma refeição com ar suspeito ou de se aproximar de um potencial parceiro sexual.

 

Existem muitos receptores olfactivos diferentes, que podem ser agrupados na categoria geral das proteínas "G", mas Axel e Buck mostraram que cada célula de revestimento da cavidade nasal apresenta apenas um desses tipos de receptor.

Este facto foi surpreendente para a comunidade neurocientífica, mas como eles demonstraram, qualquer receptor pode ser activado por um punhado de moléculas odoríficas relacionadas mas a diferentes intensidades. A maioria dos odores são formados por muitas moléculas, que activam diferentes receptores localizados em diferentes células. 

Os investigadores revelaram um cálculo combinatório, geralmente comparado com as cores de uma manta de retalhos, que nos permite reconhecer e formar memórias de cerca de 10000 odores diferentes.

Os princípios gerais do seu trabalho podem ser aplicados a outros sistemas sensoriais, como o das feromonas. Estas moléculas afectam o comportamento social em animais e são reguladas por uma categoria diferente de proteínas receptoras "G".

Este trabalho foi um verdadeiro "tour de force" em biologia molecular, considera Jonathan Ashmore, perito em fisiologia sensorial no University College de Londres. Eles analisaram o problema do início ao fim com uma determinação extraordinária. 

Buck é apenas a sétima mulher a ganhar o Prémio Nobel da medicina. 

 

 

Saber mais:

Neuroscience- The sweet smell of success

Sniffing out smell's secret code

Nobelprize.org

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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