2004-10-04

Subject: Aprovada caça limitada ao rinoceronte negro

News of the Wild

 

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Aprovada caça limitada ao rinoceronte negro

 

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A Namíbia e a África do Sul foram autorizadas a matar e exportar cinco rinocerontes negros por ano, cada uma. A Convention on International Trade in Endangered Species (CITES) também autorizou os dois países a aumentar as suas exportações de produtos de leopardo.

As decisões, tomadas no encontro bianual da CITES a decorrer em Banguecoque desapontaram os grupos ambientalistas e conservacionistas, mas os dois países alegam que os lucros obtidos com estas vendas irão ajudar a pagar mais e melhores esforços conservacionistas na região.

O rinoceronte negro tem estado em declínio desde os anos 70 do século passado, devido à caça excessiva, guerras locais e a crescente procura de terras para uso humano. Sofreu um decréscimo quase catastrófico de 65000 animais nessa época para apenas 2400 em meados dos anos 90 do século passado.

Os caçadores furtivos procuram o corno do rinoceronte pelo seu elevado valor nos mercados de medicina tradicional do oriente e cabos de adagas no médio oriente. 

No entanto, de acordo com um estudo importante publicado este ano, o seu efectivo no sul de África aumentou em perto de 40% na última década. Como resultado, a África do Sul e a Namíbia acreditam que é tempo de introduzir a caça, mas de forma muito limitada. Dado que a caça para troféus é um negócio internacional, era crucial exportar os troféus de forma legal. Cada país está agora autorizado a exportar os produtos de cinco animais por ano, sendo obrigatório que todos sejam machos velhos. 

A candidatura dos dois países era apoiada por cientistas e tecnocratas do secretariado da CITES, que acreditam que a remoção de machos velhos pode ajudar as manadas a expandir-se. 

É importante que nos apercebamos que os rinocerontes negros estão no Apêndice I e aí se manterão, o seu estatuto não foi alterado, refere Michael Williams, porta-voz do Programa Ambiental das Nações Unidas. O Apêndice I é a classificação atribuída pela convenção às espécies em maior risco, o comércio de produtos destes organismos apenas é permitido em circunstâncias excepcionais.

 

Os delegados à convenção ainda terão de dar a sua aprovação na sessão plenária do final das duas semanas de cimeira internacional. 

Os grupos conservacionistas estão muito desapontados, por seu lado. O WWF, por exemplo, expressou sérias dúvidas acerca dos procedimentos que pretendem assegurar que apenas os animais mais velhos sejam abatidos. Ainda existem fraquezas no sistema interna de controlo da caça para troféus de rinocerontes brancos, pelo que o WWF não está convencido de que o lucro gerado venha a beneficiar as comunidades locais.

Não acreditamos que o processo de selecção dos machos adultos a ser caçados seja feito com base em critérios rigorosos e científicos, conclui a organização internacional de conservação numa declaração pública.

Os delegados da CITES também decidiram autorizar a exportação de troféus de leopardo a partir da Namíbia e da África do Sul, de 175 para 400, novamente aceitando que os esforços conservacionistas têm sido bem sucedidos e que a caça pode ser aumentada de forma sustentada.

Esta é a primeira vez que os 166 estados membros da CITES se encontraram na Ásia, nesta que é a 13ª convenção do tipo, onde se decide o grau em que as espécies raras de animais e plantas podem ser exploradas comercialmente. Existem 50 propostas de alteração a analisar, onde se incluem propostas de limitação ao comércio de grandes tubarões brancos, madeiras tropicais e elefantes africanos e asiáticos. 

 

 

Saber mais:

CITES

PNAS

WWF

International Fund For Animal Welfare

IUCN - The World Conservation Union

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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