2004-10-02

Subject: Populações humanas estão intimamente ligadas

News of the Wild

 

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Populações humanas estão intimamente ligadas

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O ancestral comum mais recente de toda a humanidade viveu há apenas alguns milhares de anos atrás, segundo um modelo de computador da nossa árvore genealógica. Os investigadores calcularam que essa pessoa misteriosa, de que todos os vivos actualmente descendem directamente, terá vivido por volta de 1500 a.C. na Ásia oriental.

Douglas Rohde do Instituto de Tecnologia do Massachusetts conceberam um programa de computador para simular a migração e reprodução dos humanos por todo o mundo. Estimando a forma como os diferentes grupos se misturaram, os investigadores construíram uma imagem de quão fortemente as linhagens ancestrais mundiais estão ligadas.

O número de 1500 a.C. parece surpreendentemente recente, mas pense-se que tamanho teria a nossa própria árvore genealógica se se estendesse tantas gerações atrás. Algures no passado de cada um de nós está alguém que pertence à árvore genealógica de todos os que estão vivos em 2004.

De facto, se não fossem os oceanos a manter as populações afastadas, ainda nos teríamos misturado mais livremente, argumentam os investigadores. O ancestral comum mais recente de uma população onde os acasalamentos fossem ao acaso estaria num passado muito recente, dizem eles.

Para estabelecer até que ponto diferentes grupos se misturaram, a equipa de Rohde simulou a taxa a que alguns pioneiros se deslocavam através do mundo, de forma a encontraram e acasalarem com outras populações. O modelo deu a cada indivíduo uma certa probabilidade de deixar a sua cidade, país ou continente natais e partir em busca de pastagens mais verdes.

Foram capazes de designar um tempo e um lugar onde o nosso ancestral comum mais recente viveu, mas quem era esta pessoa? Ele ou ela deve ter tido uma grande família, diz Rohde. Talvez seja alguém que tenha tido 40 filhos ou um outro número espantoso como esse, diz ele, mas também pode ter sido apenas alguém com uma produtividade acima da média para algumas gerações. Em vez de 2 filhos, sugere Rohde, talvez a pessoa e os seus descendentes directos tenham tido 3.

O facto de que a pessoa ter provavelmente vivido na Ásia resume-se ao facto de esta ser um ponto fulcral ao longo das rotas de emigração mais comuns, sugere Rohde. O leste da Ásia é uma espécie de encruzilhada, diz ele, é perto do estreito de Bering e do Pacífico.

A simulação de Rohde pretende incluir todos os vivos na actualidade, pelo que assume que nenhuma população permaneceu totalmente isolada durante um período de tempo significativamente longo. Rohde está confiante que esta é a situação real, mesmo na Tasmânia, em tempos considerada isolada por mares tempestuosos, não existem pessoas com sangue tasmaniano puro.

 

Se descontarmos os que vivem nos lugares mais remotos do mundo, o ancestral comum torna-se ainda mais recente, refere Mark Humphrys, que estuda as árvores genealógicas na Dublin City University. Se olharmos para toda a extensão das Américas, Europa, Ásia e Japão, não ficava nada espantado se descobríssemos um ancestral comum depois de Cristo.

Um único progenitor prolífico pode ter uma vasta influência, logo que os seus descendentes se comecem a multiplicar, diz Humphrys. Todo o mundo ocidental descende de Carlos Magno, por exemplo, diz ele, não existem dúvidas.

Para além de datar o nosso ancestral comum mais recente, a equipa de Rohde também calcula que em 5400 a.C. todos os que estavam vivos eram ou um ancestral de toda a humanidade ou de ninguém vivo actualmente. Os investigadores designam esta situação o "ponto de ancestrais idênticos": o tempo antes do qual todas as árvores genealógicas das pessoas actuais são formadas pelos mesmos indivíduos.

Esta data recente também não é surpreendente, diz Rohde. Todos aqueles cuja linhagem sobreviveu algumas gerações devem ter descendentes espalhados por todos os continentes. No ponto dos ancestrais idênticos, então, os nossos ancestrais vinham de todos os pontos do planeta, apesar de aqueles de pontos mais longínquos terem pouca probabilidade de ter contributo significativo para a nossa herança genética.

No entanto, os resultados mostram que somos todos uma grande família, refere Rohde. Não importa quais as linguagens que falamos ou a cor da nossa pele, partilhamos ancestrais com aqueles que plantaram arroz nas margens do Yangtze, que primeiro domesticaram cavalos nas planícies da Ucrânia, que caçaram preguiças gigantes nas florestas das Américas ou os que construíram a grande pirâmide de Khufu.

 

 

Saber mais:

Origins of life- Born in a watery commune

Man left Africa three times

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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