2004-09-29

Subject: Clones podem ajudar na cura de doenças neurológicas motoras

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Clones podem ajudar na cura de doenças neurológicas motoras

 

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O cientistas britânico que criou a ovelha Dolly pediu uma licença para clonar embriões humanos em busca de tratamentos para doenças neurológicas motoras. Se for concedida, a investigação pode permitir aos peritos uma imagem muito melhor do que acontece aos neurónios moribundos que caracterizam estas doenças.

Ian Wilmut, do Instituto Roslin em Edimburgo, submeteu a sua proposta ontem à apreciação da Human Fertilisation and Embryology Authority do Reino Unido (HFEA). Ele e a sua equipa esperam obter uma decisão no início do próximo ano, de forma a começarem a clonagem por volta de Abril de 2005.

As doenças neurológicas motoras, um vasto conjunto de problemas onde se inclui a esclerose lateral amiotrófica (também conhecida por doença de Lou Gehrig) causadora de perto de 1000 mortes por ano, só no Reino Unido. Os neurónios que comandam os movimentos começam a morrer gradualmente, deixando os pacientes paralisados mas, de modo geral, perfeitamente lúcidos.

As causas desta doença são pouco compreendidas, refere Wilmut. Perto de 2% dos casos estão associados a mutações num gene designado SOD1, apesar dos peritos não saberem de que forma esta mutação desencadeia a doença. Outros 8% dos pacientes herdaram a doença, o que mostra que há outro tipo de predisposição genética. 

Os investigadores planeiam clonar embriões usando DNA de pacientes que herdaram este tipo de esclerose, para que se possam recolher deles células estaminais, que se desenvolverão em neurónios motores.

O procedimento irá requerer dois tipos de células, explica Wilmut: uma célula da pele ou do sangue do doente, que fornecerá o DNA, e um óvulo humano donde se retirou o DNA. Os óvulos serão excedentes de procedimentos de fertilização in vitro

Examinando o que acontece a estes neurónios de cultura, os investigadores aprenderão mais sobre a forma como morrem, espera o colaborador de Wilmut, Christopher Shaw, neurologista do King's College de Londres. Estamos apenas a começar a compreender os mecanismos de toda a doença, porque os neurónios não são facilmente acessíveis, explica ele, e quando o doente morre apenas observamos o final do processo.

 

A cultura de neurónios motores através da clonagem oferece uma solução para este problema, considera Dickie da Motor Neurone Disease Association. O que não temos, e desesperadamente necessitamos, é uma forma de estudar os neurónios humanos à medida que a doença progride. Se conseguirmos desenvolver linhagens de células estaminais, poderemos observar o que se passa nos estádios iniciais da doença.

As linhagens celulares também podem ser um recurso importante para testar tratamentos potenciais para a doença, sugere Shaw. Presentemente, custa milhões de dólares para testar um único medicamento em modelos animais. Usando células clonadas, os investigadores podem, em teoria, analisar centenas de milhar de candidatos por ano, com custos inferiores a €36000.

É claro que isto ainda está no futuro, alerta Wilmut. O nosso objectivo é compreender a doença, esperamos que um dia o nosso trabalho possa conduzir à descoberta de tratamentos, mas não é esse o nosso fim. 

Há 170 anos que a doença foi caracterizada mas até agora não sabemos o que causa 97% das mortes, que ocorrem poucos anos após o diagnóstico, diz Dickie. O físico Stephen Hawking tem sobrevivido desde há 35 anos com a doença mas esta não é a tendência habitual, apenas 10% dos pacientes vive uma década ou mais.

As esperanças desses doentes podem estar a ser frustradas pelo baixo ritmo da investigação, pois os trabalhos de clonagem são limitados pela disponibilidade de óvulos, explica Wilmut. 

 

 

Saber mais:

Doença de Lou Gehrig

Motor Neurone Disease Association

Human Fertilisation and Embryology Authority

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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