2004-09-28

Subject: DNA ajuda a localizar caçadores furtivos

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

DNA ajuda a localizar caçadores furtivos

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

O DNA retirado das presas de elefante apreendidas pode ajudar os conservacionistas e a polícia a identificar as zonas problemáticas, onde os elefantes estão em maior perigo por parte de caçadores furtivos.

Desde que o comércio de marfim foi banido em 1989, a caça furtiva ao elefante africano deslocou-se da savana para as densas florestas tropicais, de forma a evitar a detecção a partir de aviões. A Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES) utiliza agora patrulhas terrestres para localizar os caçadores furtivos e as carcaças de elefantes abatidos.

Mas patrulhar as florestas tropicais é um trabalho lento e difícil, pelo que o abate de muitos animais passa despercebido durante anos. A nova ferramenta do DNA pode localizar imediatamente as regiões de risco para os elefantes.

Sam Wasser, da Universidade de Washington em Seattle, estudou, com os seus colegas, as variações genéticas no DNA recolhido em amostras de estrume de elefante de 28 localizações diferentes ao longo de toda a África. De seguida, elaboraram um mapa das frequências das diversas variações genéticas ao longo do continente.

Os elefantes da floresta vivem em comunidades isoladas umas das outras, pelo que o seu DNA é bastante único, diz Wasser. Podemos distinguir elefantes de diferentes florestas e savanas da zona oeste e central de África com uma certeza de quase 100%. Há mais fluxo genético entre as populações do leste e sul de África, mas Wasser considera que o teste ainda consegue localizar essas populações 80% das vezes.

Wasser está a usar o seu mapa genético para ajudar a Interpol a localizar a origem do marfim apreendido, por comparação do DNA das presas com o DNA das diferentes zonas do mapa. Os seus esforços são muito bem-vindos por outros conservacionistas que seguem o mercado de marfim, como Tom Milliken da TRAFFIC, uma rede global de controlo do comércio de vida selvagem, que trabalha a par com a CITES. 

Milliken, que reconstroi o percurso do marfim ilegal desde o rasto de papel dos documentos que acompanham os carregamentos, explica: temos uma melhor visão da parte final do processo, o mercado de marfim, mas a maior incerteza é de onde ele provém, e este método vai ajudar aí.

 

No entanto, Milliken alerta para o facto de que o método não ir fornecer uma solução fácil para o problema da caça ao elefante. A maioria da caça furtiva ocorre na República Democrática do Congo, onde a guerra civil originou um fluxo de refugiados para as zonas protegidas, levando populações esfomeadas a caçar elefantes para obter comida.

O DNA pode dizer-nos onde o elefante foi morto mas, ao contrário das patrulhas, não nos dirá porque foi morto, refere Milliken. Se o marfim for apenas um subproduto do comércio de comida, então é necessário lidar com o problema da fome em primeiro lugar.

Milliken vai apresentar a sua visão da situação na próxima convenção da CITES, a decorrer no próximo mês. Ele tenciona enfatizar que a melhor forma de combater o comércio de marfim é pressionar os países compradores, em particular a China e a Tailândia, que comprar o marfim para o fabrico de jóias e outros objectos decorativos.

Wasser não irá participar na conferência da CITES mas, porque precisa de mais amostras de estrume para melhorar o rigor do seu mapa, ele tem uma mensagem para os participantes: as patrulhas já estão no terreno, não vai ter custos adicionais e esta é uma ferramenta conservacionista crucial, por favor recolham as caganitas! 

 

 

Saber mais:

World Wildlife Fund

TRAFFIC

Batalha pela vida selvagem do Congo

Mercado de marfim floresce na África ocidental

Corrupção mina conservação

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com