2004-09-26

Subject: Cientistas decifram código genético de bactéria assassina

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Cientistas decifram código genético de bactéria assassina

 

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Legionella pneumophilaOs cientistas decifraram a sequência completa do DNA da bactéria Legionella pneumophila, responsável pela conhecida doença do legionário, uma infecção que pode ser mortal em idosos ou naqueles com sistema imunitário enfraquecido.

Este avanço, revelado na edição mais recente da revista científica Science, pode acelerar a investigação de novas vacinas e tratamentos para esta doença.

O estudo, realizado ao longo de 4 anos, foi liderado por Minchen Chien da Universidade de Columbia, em conjunto com colegas de outros institutos americanos, franceses e israelitas e já colocou em destaque genes que podem ser responsáveis pela extraordinária resistência da Legionella aos desinfectantes humanos e pela sua capacidade de sobreviver em diversos hospedeiros.

Para que se torne perigosa para o Homem, é necessário inalar pequenas gotas contendo Legionella. Estes aerossóis contaminados podem ser libertados de chuveiros, ralos de banheira, piscinas, fontes decorativas, torres de arrefecimento e de condensação dos ar condicionados e mesmo dos humidificadores dos supermercados. 

Uma vez nas vias respiratórias, a bactéria infecta os macrófagos do tecido pulmunar, células responsáveis pela destruição de todo o material estranho, talvez por as confundir com o seu hospedeiro tradicional as amibas. Esta infecção causa uma pneumonia fatal em 5 a 30% dos casos.

A Legionella não é, portanto, um agente patogénico obrigatório, que necessite da doença para se propagar para outros hospedeiros, mas logo como uma ameaça acidental para o Homem.

Amiba viva (Dictyostellium discoideum) infectada com LegionelaTemos videos que mostram células infectadas, parecem balões cheios de vermes. Uma bactéria infecta uma célula e reproduz-se até produzir centenas de cópias. A célula hospedeira acaba por explodir, explica Bill Keevil, perito em Legionella da Universidade de Southampton.

O co-autor do estudo James Russo não considera que uma vacina contra a doença do legionário não deverá ter utilização generalizada, mas poderia ser administrada a grupos de risco. Agora podemos procurar moléculas da superfície da bactéria contra as quais poderemos desenvolver um anticorpo, diz ele.

 

Já se conhece uma proteína da membrana celular da Legionella mas que é altamente variável. Precisamos de procurar moléculas de superfície que não sejam tão variáveis para serem úteis numa vacina.

O conhecimento do genoma também pode ajudar na aplicação de terapias mais dirigidas. A doença do legionário pode ser tratada com sucesso com o antibiótico eritromicina, mas o prognóstico pode ser pouco favorável se a doença já estiver muito avançada. Há grande interesse em descobrir algo que nos possa dar mais um dia ou dois, o que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para um paciente, refere Keevil.

A Legionella desliga o sistema de remoção de lixo interno dos macrófagos, e a forma como o faz é outro dos alvos para os novos tratamentos. 

Keevil está a estudar a prevalência da bactéria nos sistemas de água europeus, e os resultados preliminares mostram que é muito mais comum do que antes se pensava. Canalizações e sistemas de ar condicionado sem manutenção são locais óptimos de surgimento de Legionella. A bactéria cresce em colónias viscosas, ligadas às superfícies internas dos canos e tanques de água mas pode escapar para a água e deslocar-se grandes distâncias.

O maior valor do conhecimento do genoma desta bactéria é a análise comparativa com o de outros microrganismos, referem investigadores ligados à Organização Mundial de Saúde. Pode também ser de grande ajuda no estudo de uma outra bactéria patogénica aparentada Coxiella burnetii, causadora da chamada febre Q. A Coxiella é altamente infecciosa e considera pelo governo dos Estados Unidos como uma potencial ameaça do bioterrorismo. 

 

 

Saber mais:

Science

Doença do Legionário

Legionnellosis, CDC

 

 

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