2004-09-22

Subject: O ensurdecedor ruído dos oceanos

News of the Wild

 

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Em destaque:

O ensurdecedor ruído dos oceanos

 

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Os oceanos mundiais estão de tal modo saturados com ruídos que as baleias e outros mamíferos marinhos estão a morrer, consideram os biólogos. Por esse motivo,  organização britânica Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS) está agora a lançar uma campanha designada Oceans of Noise, para atacar o que refere como o crescente problema da poluição sonora.

A WDCS considera as principiais fontes de ruídos a pesquisa submarina de gás e petróleo, bem como a utilização de sonares militares de baixa frequência, e propõe um plano de acção que regule o ruído submarino através de um tratado internacional.

A organização refere que existem provas de que o ruído está a causar perda de audição nos cetáceos, causando-lhes danos físicos e levando-os a encalhar em massa, com consequências quase sempre fatais. Para além disso, acredita que o ruído excessivo está a interferir seriamente com a capacidade de comunicação dos cetáceos.

A WDCS diz que a frequência de alguns dos ruídos com origem humana podem estar a abafar outros, biologicamente importantes, impedindo crias e mães de se manterem em contacto e mascarando sons que dão pistas para a presença de predadores e presas.

A fuga, comportamentos esquivos e outras alterações comportamentais têm sido observados em cetáceos a dezenas ou centenas de quilómetros da fonte de ruído. Foi sugerido que a capacidade das grandes baleias de comunicar umas com as outras através de um oceano inteiro foi reduzida em várias ordens de magnitude.

 

A Comissão Internacional de Caça à Baleia já referiu em Julho que existiam provas importantes que toda a população de mamíferos marinhos estava em risco potencial, devido ao aumento do ruído submarino de origem humana. A sua comissão científica referiu que os sons submarinos de baixa frequência tinham aumentado no hemisfério norte em mais de duas ordens de magnitude, ao longo dos últimos 60 anos.

A WDCS refere que um importante problema é a expansão da exploração de gás e petróleo para as profundidades, resultando no aumento de testes sísmicos para localizar as jazidas dos combustíveis fósseis. 

A marinha mercante é outra fonte de preocupação, pois os grandes cargueiros são tradicionalmente ruidosos e o aumento de tráfico marinho alterou completamente o perfil do ruído nos oceanos. Os poderosos sistemas de sonar usados por muitas das Marinhas mundiais completam a cacofonia subaquática.

O plano de acção da WDCS inclui a proposta de um tratado internacional para regular a poluição sonora marinha e o desenvolvimento de novas investigações por entidades independentes. 

Mark Simmonds da WDCS refere que se trata de um problema que não nos afecta de forma notória, ao contrário da poluição química, pelo que nos passa ao lado. Assim, é difícil apercebermo-nos do problema, quanto mais avaliar a sua extensão. 

 

 

Saber mais:

WDCS

International Whaling Commission

Natural Resources Defense Council - Sonar

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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