2004-09-19

Subject: Animais de estimação tinham tratamento VIP no antigo Egipto

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Animais de estimação tinham tratamento VIP no antigo Egipto

 

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As receitas para a mumificação de animais usadas pelos antigos egípcios eram tão complexas como as aplicadas aos seus donos humanos, revela investigação agora publicada. Este facto sugere que os egípcios preparavam os donos e os animais de estimação com o mesmo respeito.

Os órgãos dos animais de estimação eram cuidadosamente removidos e os corpos eram envolvidos de forma complexa em bandas de linho, antes de sujeitos a uma variedade de tratamentos químicos que incluíam a cera de abelha e o betume. 

Já era conhecido que os egípcios mumificavam uma grande variedade de animais, desde vacas e crocodilos a escorpiões, cobras e mesmo um ou outro leão. Podemos quase dizer que se deslocava, eles mumificavam-no, diz Richard Evershed da Universidade de Bristol e co-autor do estudo.

Mas a quantidade impressionante de animais mumificados que tem sido encontrada levou alguns cientistas a pensar que eles seriam preparados de forma mais ou menos descuidada e barata, quando comparado com o que era feito nos humanos. A visão mais recorrente era que os antigos embalsamadores egípcios faziam um trabalho apressado nos animais, embrulhando-os em linho grosseiro e mergulhando-os em resina conservante.

Mas os químicos orgânicos Evershed, Katherine Clark e Stephen Buckley demonstraram agora que esta não era a situação real. 

Os investigadores de Bristol analisaram os restos mumificados e as ligaduras que envolviam um gato, dois falcões e um íbis, revelando a composição química das substâncias usadas na sua mumificação.

Os seus resultados revelaram misturas muito complexas de químicos, usadas como bálsamos preservantes. Encontrámos combinações muito semelhantes às que já tínhamos descoberto em múmias humanas, explica Evershed.

Estas substâncias incluem uma variedade de gorduras e óleos, cera de abelha, resina de pistácio, pasta de açúcar, betume, resina de pinheiro e talvez de cedro. A cera de abelha, por exemplo, foi identificada pela detecção de constituintes característicos como os n-alcanos, ésteres cerosos e hidro-ésteres cerosos.

Um bálsamo conservante registado pelo escritor clássico Diodorus Siculus como utilizado na mumificação, o óleo de cedro, não pode ser conclusivamente identificado mas existem evidências curiosas de que pode ter sido utilizado nos espécimes.

 

Como os animais eram importantes para eles e os tratavam com respeito, seria de esperar que tal se reflectisse no tipo de embalsamamento. Podemos comprová-lo no enrolar cuidadoso e de padrão complexo das ligaduras de linho ou na receita sofisticada de químicos.

Suspeitamos que o tratamento de embalsamamento era conduzido, pelo menos em parte, pelo que funcionava bem. Certas substâncias inibem a actividade bacteriana, logo, por essa razão tanto como por respeito aos animais de estimação, usavam-na da mesma forma que nas múmias humanas.

Quatro grupos de múmias animais foram já identificadas pelos investigadores: as que eram colocadas nos túmulos como comida na outra vida, os animais de estimação do morto, animais simbólicos do ponto de vista religioso e os que eram oferendas aos deuses.

Os primeiros 3 grupos são encontrados ao longo de toda a história do Egipto mas o último grupo está geralmente restrito ao período greco-romano (332a.C. - 395d.C.).

Os investigadores propõem que, em alguns casos, os animais eram mumificados antes, e não depois, de mortos. As múmias estudadas pelos investigadores pertencem ao último período de produção de múmias, entre 818a.C. e 343d.C. 

O nosso próximo passo pode ser analisar mais animais e tentar perceber se existiam tratamentos específicos para animais específicos ou se houve alterações no procedimento ao longo do tempo e da localização, refere Evershed. Talvez diferentes embalsamadores tivessem diferentes receitas secretas.

 

 

Saber mais:

Nature

Leão mumificado descoberto no Egipto

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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