2004-09-18

Subject: Bactérias devoradoras de carne em expansão

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Em destaque:

Bactérias devoradoras de carne em expansão 

 

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Quanto mais se procura, ou pelo menos assim o parece, mais se encontram, o que nem sempre é uma boa notícia. Uma rede de investigadores europeus descobriram que infecções potencialmente fatais de Streptococcus do grupo A, também conhecidas por bactérias devoradoras de carne, são muito mais frequentes do que se pensava.

Cientistas de 11 países, liderados pela microbióloga Aftab Jasir da Universidade de Lund na Suécia, têm realizado uma busca sistemática por este tipo de infecção. Quando iniciaram o projecto em 2002 esperavam encontrar 1000 casos nos primeiros 18 meses, mas encontraram 5000.

Tem havido muito pouca vigilância em países como a Itália, Chipre e Roménia, diz Jasir. Estes países alegaram inicialmente que tinham muito poucos casos, mas quando começámos a nossa busca sistemática, notámos que a incidência era mais ou menos a mesma que em todo o lado: entre 3,8 a 4 casos por 100000 habitantes.

A maioria das infecções estreptocócicas do grupo A são benignas, podendo causar leves dores de garganta ou mesmo não apresentar qualquer sintomas. Mas em alguns casos, as bactérias podem sair de controlo de forma misteriosa, invadindo o corpo e devorando os tecidos moles e músculos, danificando o coração ou os rins, uma situação designada fasciíte necrótica. 

Noutros casos, abrem buracos nos capilares sanguíneos, causando perda de líquidos e perda de pressão sanguínea abrupta, designada síndroma de choque tóxico A morte pode advir em 24 horas, o que realmente acontece em 20 a 30% dos casos, mesmo com tratamento de choque de antibióticos.

Jasir suspeita que nos 25 países da recém alargada União Europeia ocorram até 20000 casos por ano e em países com uma vigilância mais eficiente, como Reino Unido, países escandinavos e República Checa, sugere mesmo que as taxas de incidência estão a aumentar. Só no Reino Unido, o número de casos relatados duplicou nos últimos 5 anos, diz ele.

 

Outro sinal preocupante é que, entre as estirpes recolhidas, os investigadores encontraram grande número de tipos distintos de bactérias  diferindo na estrutura de uma proteína em particular. Esta proteína, designada M, alerta o sistema imunitário do hospedeiro para a presença da bactéria. Esta diversidade implica que as bactérias estão a evoluir rapidamente.

Os cientistas não compreendem totalmente o que a evolução das estirpes pode significar para a incidência e tratamento das infecções no futuro, mas sabem que o número de tipos diferentes vai tornar o desenvolvimento de uma vacina muito complicado. Assim, com a preocupação com as bactérias poderem desenvolver resistência aos poderosos antibióticos que mantêm muitos doentes vivos, os cientistas estão a pedir mais estudos sobre a base da biologia destas infecções catastróficas.

Até agora, pouco se sabe sobre o que torna uma bactéria benigna Streptococcus grupo A virulenta, algumas estirpes parecem ter um potencial superior para se tornarem agressivas mas o estado do sistema imunitário do paciente parece ter um papel igualmente importante.

 

 

Saber mais:

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