2004-09-16

Subject: Tibetanos mostram a evolução em acção

News of the Wild

 

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Tibetanos mostram a evolução em acção 

 

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As mães tibetanas forneceram aos antropólogos um excelente exemplo da contínua evolução humana: os investigadores descobriram que mulheres que são capazes de armazenar mais oxigénio no sangue têm uma maior probabilidade de produzir descendência que sobrevive até à idade adulta.

Cynthia Beall, antropóloga física na Case Western Reserve University em Cleveland, viajou até aos Himalaias para verificar se poderia "apanhar" a população local em plena adaptação aos baixos níveis de oxigénio que existem a 4000 metros de altitude.

Beall e a sua equipa viveram numa sério de aldeias, entrevistando milhares de habitantes e formando árvores genealógicas detalhadas e registando o historial das gravidezes de mulheres entre os 20 e os 60 anos.

Também realizaram uma estimativa da concentração de oxigénio no sangue dos aldeãos, fazendo incidir um feixe de luz nas pontas dos seus dedos. A hemoglobina no sangue absorve uma quantidade diferente de luz, dependendo do seu grau de saturação de oxigénio.

Após remover factores não genéticos, como a idade, doenças ou fumar, um subconjunto de indivíduos parecia ter uma concentração de oxigénio no sangue até 10% superior ao normal. Esta característica tinha uma hereditariedade que indicava que dependia de um único gene.

Os investigadores também descobriram que as crianças das mulheres que apresentavam este gene tinham uma probabilidade maior de sobreviverem até aos 15 anos, idade suficiente para serem progenitores por sua vez. No grupo de indivíduos em que a concentração de oxigénio no sangue era mais baixa, cada mulher tinha, em média, 2,5 crianças que morriam durante a infância (contra uma média de 0,4 no grupo com maior concentração de oxigénio no sangue).

Este resultado sugere fortemente que o gene que codifica a alta taxa de oxigénio no sangue confere uma vantagem reprodutiva e está a espalhar-se pela população, considera Beall.

 

No entanto, Beall reconhece que a sua ideia ainda não apresenta todos os dados. Não é claro como é que um gene pode aumentar a quantidade de oxigénio no sangue ou como os altos níveis de oxigénio no sangue da mãe ajudam na sobrevivência dos seus filhos. Talvez a característica permita às crianças alcançar um peso superior ao nascimento ou, se herdada, pode ajudar as crianças a sobreviver a surtos de problemas respiratórios, de outra forma potencialmente fatais.

Mas se Beall está certa, este é um exemplo perfeito da evolução darwiniana em acção na actualidade. Com tantos bebés com taxas superiores de oxigénio no sangue a sobreviver, daqui a 2000 anos toda a população dos Himalaias pode ser portadora deste gene, sugere ela.

Beall espera agora compreender melhor os motivos porque os bebés com baixas taxas de oxigénio morrem, em parte para refinar a sua teoria e em parte para os ajudar. Vai ser uma oportunidade para reduzir a mortalidade infantil, diz ela. 

Claro que, se conseguir, e as taxas de sobrevivência de cada um dos grupos de indivíduos se tornarem semelhantes a população imediatamente interromperá a sua evolução. 

 

 

Saber mais:

High life prompts genetic shift

Priões aceleram evolução?

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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