2004-09-14

Subject: Guerra aberta contra as super-ratazanas

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Guerra aberta contra as super-ratazanas

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Transportam uma miríade de doenças, produzem cinco ninhadas por ano e provavelmente vivem mesmo ao seu lado, motivo porque para a maioria das pessoas as ratazanas castanhas Rattus norvegicus são alvo de ódio e de uma resposta imediata perante o mínimo vestígio da sua presença.

Geralmente, são imediatamente colocados venenos raticidas para as matar e afugentar mas estes produtos estão a tornar-se menos eficazes e cada vez é menos bem aceite o seu impacto no ambiente. 

Por esse motivo, estão em desenvolvimento métodos pioneiros de compreender o modo de vida das ratazanas, a sua reprodução e a forma como podem ser controladas. 

Mark Lambert, do Central Science Laboratory, considera que os métodos actuais de controlo de ratazanas deixam muito a desejar. Os raticidas tradicionais são baratos e fáceis de usar mas pouco eficientes, pois podem até matar muitas ratazanas mas o seu habitat permanece, logo há uma boa probabilidade de que regressem.

Se continuarmos a colocar veneno raticida, este eventualmente irá espalhar-se pelo ambiente e penetrar na cadeia alimentar, colocando em perigo outras espécies e mesmo o Homem. Para além disso, há o clássico problema das ratazanas se tornarem resistentes ao veneno.

Lambert explica que as ratazanas não se tornam resistentes, já nascem com (ou sem) essa resistência. Com a exposição continuada ao veneno, apenas os ratos resistentes se reproduzem pois os restantes morrem, originando uma população resistente.

Assim, para impedir que isto aconteça, regressámos ao básico. As ratazanas são grandes oportunistas que se reproduzem assombrosamente rápido. Então porque não está o planeta inteiro coberto delas? Porque certos locais não têm mesmo nenhuma?

Depois de nos termos lembrado que as ratazanas preferem certos locais a outros, podemos recriar um ambiente de que elas não gostassem, explica ele.

Lambert começou por concentrar a sua atenção nas quintas. As orlas herbáceas e largas dos campos de cultivo favorecem o surgimento de pequenos mamíferos, como ratinhos do campo e musaranhos, mas é um habitat menos atractivo para as ratazanas.

Este tipo de orla dos campos também tem outros benefícios ambientais, criando zonas tampão que absorvem os pesticidas e atraem predadores de ratazanas, como as corujas. 

 

Lambert também descobriu que, para escapar a predadores, as ratazanas em movimento evitam os espaços abertos. Removendo abrigos (maquinaria, pilhas de lenha ou outros materiais, resíduos, etc.) de perto dos edifícios também reduzia a actividade das ratazanas e a sua sobrevivência.

Robert Smith, da Universidade de Leicester e presidente do Rodenticide Resistance Action Group, refere que a resistência a raticidas está novamente a tornar-se um problema em muitas zonas da Inglaterra e da Europa. Os fabricantes de raticida não desenvolveram nenhum produto novo e os departamentos governamentais parecem ter outras prioridades.

A investigação de Lambert mostrou que uma manutenção cuidada dos terrenos das quintas é compensadora, pois mantém o número de ratazanas baixo, excelentes notícias tanto para os agricultores como para os consumidores

Um estudo revelou quantidades significativas de raticida em mais de 60% das raras águias de asa redonda e em perto de 40% das corujas, motivo porque a conhecida forma de higiene de instalações Rentokil se comprometeu a reduzir a utilização de raticida em 75%.

Tony Stephens, biólogo da Rentokil, diz que aconselha os clientes a prevenir em vez de remediar. Proteja o seu edifício tapando todos os buracos para o exterior e não deixando comida espalhada. Utilize uma caixote do lixo com tampa e deixe o lixo na rua o menor espaço de tempo possível, recomenda ele.

As populações de ratazanas não estar apenas a tornar-se resistentes aos raticidas, é também uma questão de os raticidas estarem cada vez menos aceitáveis. Eles penetram na cadeia alimentar e matam outras formas de vida selvagem. 

Restaurantes e outro tipo de loja deste género não quer utilizar venenos, pelo que existe uma necessidade real de encontrar uma abordagem alternativa, mais holística. Os raticidas continuarão a ser utilizados mas como parte de um pacote que dê atenção ao ambiente, recursos alimentares e outro tipo de armadilhas, conclui Stephens. 

 

 

Saber mais:

Rodenticide Resistance Action Group

University of Leicester

Central Science Laboratory

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com