2004-09-11

Subject: Imagens mostram o efeito da hipnose no cérebro

News of the Wild

 

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Imagens mostram o efeito da hipnose no cérebro

 

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Um estudo realizado com a ajuda de imagens do cérebro ajudou a lançar alguma luz sobre o motivo porque algumas pessoas são mais susceptíveis à hipnose que outras. Dando importantes pistas para os processos cerebrais envolvidos, a análise sugere que o estado hipnótico e as suas variantes terapêuticas  têm efeitos genuínos no cérebro.

Os que são facilmente hipnotizados mostram uma actividade cerebral diferente na região envolvida no planeamento das acções futuras, relata John Gruzelier do Imperial College de Londres. Durante o transe hipnótico, a função desta região pode ser afectada, refere ele, tornando os sujeitos mais sugestionáveis. O hipnotizador diz-nos para nos deixarmos ir, por isso não avaliamos as nossas acções.

Isto é consistente com a ideia de que os que são facilmente hipnotizáveis tendem a descrever-se como sendo capazes de abandonar as suas inibições rapidamente. 

Alguns peritos argumentaram que o hipnotismo não é fenómeno fisiológico real, mas apenas o resultado da imposição da vontade do hipnotizador em relação ao sujeito, que é apenas arrastado na situação. Os hipnotizadores de palco são frequentemente acusados de intimidarem os seus "voluntários" a colaborarem para benefício do espectáculo.

Este efeito é certamente parte da realização do hipnotismo de palco, refere Gruzelier, grande parte da situação deve-se à personalidade e capacidade de persuasão, mas nesse caso é apenas espectáculo. Essas tácticas podem levar as pessoas a ignorar o potencial da hipnose genuína no alívio de maleitas dolorosas, acrescenta ele, não há dúvida que os hipnotizadores de palco deram má fama à hipnose.

Gruzelier estudou 24 sujeitos, metade dos quais eram classificados como facilmente hipnotizáveis e metade como resistentes. Recolheu imagens dos cérebros dos voluntários enquanto se debatiam com um problema designado a tarefa Stroop, um teste de flexibilidade mental que exige que os sujeitos categorizem uma lista de cores apresentadas noutra cor (a palavra "verde" escrita em azul, por exemplo) de acordo com o nome da cor ou com a cor real.

Gruzelier testou os sujeitos antes e depois se terem sido sujeitos a um procedimento standard usado pelos hipnotizadores para criar um estado de transe. Nos sujeitos resistentes, a região cerebral anteriormente referida, a circunvolução cingulata anterior, estava menos fortemente activada depois do procedimento, mostrando que o cérebro estava a fazer um esforço menor à medida que se habituavam à tarefa.

 

No entanto, nos voluntários hipnotizados, a circunvolução cingulata anterior estava mais fortemente activada quando em transe, mostrando que estavam a ter mais dificuldade actuar, refere Gruzelier. Ele suspeita que a redução de capacidade para planear as suas acções torna estas pessoas mais sugestionáveis.

Este processo pode estar na base da capacidade dos hipnotizadores para influenciar o comportamento dos seus sujeitos, seja ele deixar de fumar ou ladrar como um cão quando ouvem uma canção de Elvis Presley. Os hipnotizados referem frequentemente que se sentem compelidos a fazer algo, apesar de saberem que realmente não o quererem fazer.

Gruzelier também suspeita que o hipnotismo pode interferir com a capacidade do hipnotizado avaliar emoções futuras, como o embaraço. Uma região do cérebro, o córtex médio-frontal, localizada perto da circunvolução cingulata anterior, comanda a nossa percepção dos nossos sentimentos em relação às nossas acções, explica ele. Se a ligação entre as duas regiões for diminuída, os voluntários do hipnotismo de palco podem agir de bom grado, sem pensar.

Esta pode muito bem ser a arma final do arsenal do hipnotizador de palco, considera Gruzelier. Não só tornam os voluntários sugestionáveis mas também lhes retiram o sentimento de vergonha, o que torna imensas as possibilidades de ridículo público. A estrutura que comanda as consequências emocionais das acções futuras torna-se desconexa, logo fazemos figura de parvos, sugere ele. 

 

 

Saber mais:

John Ridley Stroop

Stroop task

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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