2004-09-10

Subject: Mulher que não sonha é saudável

News of the Wild

 

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Mulher que não sonha é saudável

 

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Uma mulher que deixou de sonhar após ter tido uma trombose está a ajudar os investigadores a revelar os mistérios do sonho. 

A paciente, com 73 anos, foi internada no hospital após uma trombose ter perturbado o regular fluxo sanguíneo na zona posterior do cérebro, o lobo occipital. De início, os seus sintomas não eram invulgares: perda de parte da visão e fraqueza de um dos lados do corpo. Mas depois dos primeiros dias, emergiu um novo e invulgar sintoma, a falta de sonhos.

Segundo a própria, tinha 3 a 4 sonhos por semana, refere Claudio Bassetti, do Hospital Universitário de Zurique, que estudou a paciente. Depois da trombose, não teve quaisquer sonhos durante um ano, embora o seu sono e funções mentais parecessem normais.

Desde há séculos que o fascínio pelos sonhos existe no Homem. O psicólogo Sigmund Freud acreditava que os sonhos ofereciam uma válvula de escape para sentimentos reprimidos, enquanto outros consideram que ajudam a "esvaziar" a nossa mente no fim de um dia complicado, ou a resolver problemas enquanto dormimos.

Mas o estudo das tromboses sugerem que o Homem pode viver sem sonhar. Não me parece que tenham qualquer tipo de função real, comenta Jim Horne, que estuda o sono na Universidade de Loughborough. Acho que os sonhos são apenas o cinema da mente, ajudam o cérebro a passar o tempo enquanto dormimos.

Bassetti, no entanto, alerta para o perigo de tirarmos demasiadas conclusões com base num único caso. A forma como os sonhos são gerados e que função desempenham são questões totalmente em aberto neste ponto, diz ele.

Para tentar perceber o que se passava, a equipa de Bassetti registou as ondas cerebrais da mulher, 4 noites inteiras por semana durante 6 semanas, enquanto ela dormia.

A paciente referia a ausência de sonhos, mesmo quando acordada durante o período de movimento rápido dos olhos (REM), normalmente associado ao sonho. Mas, para espanto dos investigadores, o seu padrão de sono era perfeitamente normal.

 

Este facto mostra que o sono REM e os sonhos nem sempre andam de mão dada, diz Bassetti. O lobo occipital, danificado no caso desta paciente, parece desempenhar um papel importante no sonho, mas outras áreas neurais (nomeadamente os pedúnculos cerebrais) são consideradas importantes no controlo do sono REM. 

O estudo também reforça relatórios de pacientes que perderam tanto a capacidade de sonhar como o sono REM por períodos até um ano após terem tomado certo tipo de drogas anti-depressivas. Estas pessoas não ficaram doidas, diz Horne, são completamente normais e não têm problemas de memória.

Presentemente, as funções do sono REM são tão pouco conhecidas como as dos sonhos. Os adultos passam um quarto do período de sono em REM, em espaços dispersos ao longo da noite. O restante tempo é passado numa inconsciência mais profunda. Assim, o estado REM pode simplesmente trazer o cérebro do sono profundo a espaços regulares, ajudando-nos a acordar se tal for necessário, considera Horne.

Mas a sua função pode ser bem diferente em recém-nascidos, que passam tipicamente 8 horas por dia em sono REM, podendo estar associado ao desenvolvimento do cérebro. 

 

 

Saber mais:

Sleep Research Society

Loughborough Sleep Research Centre

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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