2004-09-03

Subject: Microrganismos alienígenas podem ter sobrevivido a impacto

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Microrganismos alienígenas podem ter sobrevivido a impacto

 

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Bactérias poderiam sobreviver ao impacto de uma aterragem noutros planetas, descobriu uma equipa de investigadores ingleses. O resultado do seu estudo apoia a ideia de que organismos marcianos podem ter atingido a Terra, trazidos por meteoritos, e "semeado" vida no nosso planeta.

Microrganismos protegidos no interior de pedaços de rocha podem sobreviver a impactos com velocidade de mais de 11Km/s, referem os investigadores. O seu trabalho também mostra que bactérias podem sobreviver a impactos contra superfícies geladas, como as das luas de Júpiter, Europa e Ganimedes. 

A possibilidade de que as primeiras formas de vida na Terra tenham chegado no interior de pedaços de rocha vinda do espaço, a teoria da Panspermia, foi proposta já em 1903 pelo químico sueco Svante Arrhenius, mas o impacto da aterragem foi sempre um impecilho à sua aceitação.

Mark Burchell e os seus colegas da Universidade de Kent, testaram a teoria da Panspermia disparando pedaços de cerâmica porosa infiltrada com bactérias em direcção a alvos. Durante o impacto, as bactérias foram esmagadas por pressões até um milhão de vezes superiores à pressão atmosférica normal. Há alguns anos atrás, todos nos considerariam doidos, refere Burchell, pois sabiam que isto não ia resultar. 

Mas em 2001 ele e os seus colegas mostraram que bactérias do solo podem sobreviver a um impacto de alta velocidade contra um gel macio. A maioria dos microrganismos morreu mas sobreviveu um número suficiente para tornar a Panspermia possível, desde que não se deslocassem longas distâncias. Nesse caso, seriam esterilizados pelos raios cósmicos e pela radiação U.V. durante a viagem de um sistema solar para outro.

No entanto, os investigadores não sabiam se as pressões geradas durante a experiência são comparáveis às de um impacto de um meteorito, nem qual seria o comportamento de outro tipo de microrganismo.

 

Para descobrir, usaram uma arma de gás para disparar pedaços de cerâmica com diâmetros entre 0,1 e 2 mm para alvos de gel e gelo. Os projécteis foram carregados de células ou esporos de dois tipos de bactérias do solo, Rhodococcus erythropolis ou Bacillus subtilis

A pressões similares às que seriam produzidas pelo impacto de um meteorito na superfície de um planeta rochoso, cerca de uma em cada 10 milhões de células de R. erythropolis e algumas em cada centena de milhar de B. subtilis sobreviviam ao impacto no gel. Uma grama de solo terrestre contém, tipicamente, mil milhões de células bacterianas.

A taxa de sobrevivência para um alvo de gelo foi cerca de 10 vezes superior, pelo que Burchell e a sua equipa pensam que a troca de formas de vida entre a Terra e Marte não deverá ter sido a única a decorrer no sistema solar. Das luas geladas de Júpiter, por exemplo, pelo menos uma - Europa - tem um oceano abaixo da superfície gelada, que poderia ter recebido essas "sementes". 

Outra hipótese seria um planeta voltar a receber a sua própria "semente" de vida, algo que outros cientistas já propuseram que tenha acontecido na Terra primitiva, após um impacto maciço ter arrasado todas as formas de vida. 

 

 

Saber mais:

Mars Special

Exobiology- It's life...isn't it?

Earth sows its seeds in space

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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