2004-09-01

Subject: Corujas utilizam dejectos como isco

News of the Wild

 

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Corujas utilizam dejectos como isco 

 

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Não é provável que ganhem um prémio para a decoração mais elegante, mas a coruja dos buracos tem uma boa razão para encher as suas tocas com os excrementos de outros animais: as aves espalham fezes dentro e em volta das suas tocas para atrair os escaravelhos do estrume, uma das suas comidas favoritas.

A estratégia de colocar o isco e esperar representa uma forma de utilização de ferramentas, considera Douglas Levey, da Universidade da Califórnia, que fez a descoberta. Apesar de os excrementos não serem o exemplo mais comum de uma ferramenta útil, mas o facto de as aves os recolherem e disporem significa que pode ser definido como tal. 

Levey e a sua equipa observou um grupo de corujas dos buracos Athene cunicularia, que vivem em todo o continente norte e sul-americano, para ver se a presença de excrementos fora das suas tocas tinha alguma influência na sua dieta. Após a remoção do excremento de todas as tocas, os investigadores colocaram fezes frescas em frente de algumas delas e deixaram as restantes limpas.

Após 4 dias, a equipa examinou os detritos dentro e em volta dos ninhos, em busca de carcassas reveladoras da presença de escaravelhos. Tal como relatam no mais recente número da revista Nature, as corujas com excrementos em redor das suas tocas devoraram perto de 10 vezes mais escaravelhos que os que tinham as tocas limpas.

As corujas recolhem, geralmente, excrementos produzidos por mamíferos locais, que incluem cavalos, vacas, cães, gatos ou mesmo antílopes, explica Levey. Mas o facto de usarem fezes como isco não significa necessariamente que estão, conscientemente, a planear capturar escaravelhos. Muitas pessoas vêm as corujas como aves sábias, mas não me parece que elas estejam conscientes do que estão a fazer, diz ele. 

 

O comportamento provavelmente evoluiu para beneficiar as corujas sem que estas saibam muito bem como, concorda Bernd Heinrich, um perito em aves que utilizam ferramentas da Universidade de Vermont. Os actos de colocar excrementos e recolher os escaravelhos estão, provavelmente, demasiado distanciados no tempo para as corujas estabelecerem a ligação entre eles, argumenta ele.

De facto, Levey suspeita que o comportamento pode ter surgido por uma outra razão, como por exemplo forma de disfarçar o cheiro das crias ou para criar um incentivo visual para as fêmeas. Não me parece que os escaravelhos dos excrementos representem a história toda, diz ele.

As corujas são famosas por recolherem todo o tipo de lixo, desde latas de alumínio, pedaços de carpete e mesmo animais atropelados, como sapos. Talvez os excrementos tenham começado como apenas outro objecto recolhido e o hábito tenha sido reforçado pelo facto de também atrair comida, especula Levey. 

 

 

Saber mais:

Corvos mudam de lado para usar ferramentas

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@ Born to be Wild, 2004


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