2004-08-31

Subject: Crias de tigre da Sibéria recebem coleiras-rádio 

News of the Wild

 

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Em destaque:

Crias de tigre da Sibéria recebem coleiras-rádio 

 

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Pequenas crias do ameaçado tigre da Sibéria foram munidas de coleiras-rádio, para que os cientistas possam seguir os seus passos. São os tigres mais jovens a usar estas coleiras elásticas especiais, segundo a Wildlife Conservation Society (WCS).

As crias, todas com menos de 6 meses de idade, receberam as coleiras na reserva de Sikhotr-Alin, na Rússia. Com perto de 50% das crias de tigre da Sibéria a morrer antes de atingirem o primeiro aniversário, espera-se que as coleiras ajudem os investigadores a melhorar a sua taxa de sobrevivência. 

Estima-se que apenas restem 400 tigres da Sibéria na natureza, devido à caça furtiva pela sua pele e partes do corpo (muito apreciadas na medicina tradicional chinesa), que é uma das maiores ameaças à sua sobrevivência.

Através da telemetria, aprendemos muito sobre as necessidades dos tigres da Sibéria, animais furtivos que muito poucos investigadores de campo os viram no seu habitat natural, diz John Goodrich, investigador do WCS e chefe do Siberian Tiger Project. Agora, pudemos finalmente ter uma ideia do que causa a morte de tantas crias de tigre, cuja taxa de mortalidade atinge os 50% no primeiro ano. Se conseguirmos aumentar a sua probabilidade de sobrevivência, poderemos fazer uma grande diferença na ajuda ao crescimento populacional da espécie.

Feitas de material elástico, as pequenas coleiras servem a um gato doméstico e foram concebidas especialmente para eventualmente alargar e cair, à medida que as crias crescem. Elas emitem um sinal sempre que os tigres estão inactivos durante mais de 1 hora, permitindo aos cientistas reagir rapidamente e descobrir os animais, crucial para saber o que os matou.

Toni Ruth, investigadora do WCS, criou e desenvolveu as coleiras para as crias de puma que andava a estudar no Parque Nacional Yellowstone. Os transmissores têm um tempo de vida de 18 a 21 meses, explica ela, e o que limita o tempo que a coleira permanece no animal é a sua taxa de crescimento, que causa pressão no revestimento interno elástico. 

Apesar das coleiras serem pequenas quando comparadas com as usadas pelos adultos, o alcance do sinal do transmissor é semelhante, pois uma antena estende-se para fora da coleira. Mas ao contrário do que seria de esperar, esta não é um impecilho para as crias, que a aproveitam como brinquedo.

 

Antes de as coleiras terem sido colocadas, as crias tiveram que ser localizadas. A equipa de investigação fê-lo através da coleira colocada na mãe, um tigre fêmea com 3 anos de idade chamada Galia. Goodrich e a sua equipa tiveram que esperar que ela deixasse a toca para instalar os transmissores nas suas crias.

Foram igualmente recolhidas amostras de pêlo e sangue, para análises genéticas e de doenças. As crias são a terceira geração, ao longo de 10 anos, a ser munida de coleiras-rádio na zona. A sua mãe Galia e a sua avó Lídia, já vêm a ser seguidas pela equipa da WCS desde há vários anos. 

 

Editorial

 

Caros amigos e leitores,

Devem ter-se apercebido da falta das duas últimas edições do nosso boletim, correspondentes a segunda e terça-feira.

De facto, por razões alheias à nossa vontade, os boletins foram preparados mas não foram enviados ou, os que foram, não podiam ser abertos. O problema, com origem no servidor, já foi resolvido e esperemos que tudo volte à normalidade com a edição de hoje.

Se voltarem a ter problemas, não hesitem em comunicá-los para o nosso endereço de e-mail referido acima.

Obrigado, mais uma vez, pelo vosso interesse e por cuidarem do nosso lado selvagem :-)

 

 

Saber mais:

Wildlife Conservation Society

Tiger Information Centre

Siberian Tiger Project

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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