2004-08-27

Subject: Pesca desportiva ameaça recursos marinhos

News of the Wild

 

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Pesca desportiva ameaça recursos marinhos 

 

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Os funcionários do Departamento de Pescas dos Estados Unidos podem ter menosprezado a acção de um predador astuto, responsável por cerca de um quarto das capturas de espécies ameaçadas: o tio Joaquim, pescador nas horas vagas.

A pesca desportiva marinha aumentou 20% nas duas últimas décadas, pelo que as espécies preferidas dos pescadores tendem a ser grandes, saborosas e sobre-exploradas. Felicia Coleman, da Florida State University, e seus colegas determinaram agora o verdadeiro impacto dos pescadores de fim-de-semana. 

Os gestores de pesca tinham anteriormente utilizado a base de dados do National Marine Fisheries Service para concluir que os pescadores desportivos capturavam perto de 2% do total de peixe retirado do mar. Apesar desta base de dados ser a mais completa disponível ao público, os dados não são contínuos do ponto de vista geográfico e incluem informação referente a espécies de água doce, explica Coleman. 

Assim, Coleman e a sua equipa combinaram esses dados com todas as fontes de informação regional, tendo chegado a resultados muito diferentes, agora publicados na revista Science. Descobriram que, no total, 4% do peixe é capturado recreativamente e 96% são capturados comercialmente. 

No entanto, se nos focarmos nas espécies que são, ou foram, sobre-exploradas, a parcela da pesca desportiva atinge os 23%. Para espécies como o corvinão de pintas Sciaenops ocellatus, que quando devidamente temperado se transforma num dos pratos Cajun preferidos, a pesca desportiva representa 93% do total das capturas. 

As implicações destes números são claras para Coleman: são necessárias medidas restritivas das capturas muito mais apertadas. Presentemente, espécies como o bacalhau têm uma quota de capturas que se aplica a todo o tipo de pesca, ou seja, quando um certo número de peixes são pescados, toda a pescaria cessa.

 

Mas na pesca desportiva, explica Coleman, cada pescador individual tem uma quota. Quando se considera uma espécie sobre-explorada, baixa-se simplesmente o número de peixes para cada pescador. Assim, com milhões de novos pescadores a surgirem no mar, as capturas totais podem ainda aumentar. Muitas zonas e países nem sequer exigem uma licença para pesca desportiva em alto mar. 

A resposta pode estar em limitar o número de pescadores sorteando as licenças, tal como se faz com muitas espécies terrestres. A pesca desportiva não é má, assegura Coleman, é um passatempo maravilhoso, mas nem todos o vão puder ter a tempo inteiro.

Os resultados de Coleman não impressionaram Michael Sissenwine, director do programa científico do National Marine Fisheries Service, que faz notar que ela apenas resumiu dados que já eram do conhecimento público.

Sissenwine acrescenta que, dado que a gestão das pescas é feita localmente e espécie a espécie, a informação de Coleman pode ser demasiado geral para ser útil. Para além disso, ele leva a mal a insinuação de que a pesca desportiva tem sido ignorada na definição da política de pescas americana.

 

 

Saber mais:

Science

Mares europeus em crise

Nações Unidas alertam para necessidade de protecção dos stocks pesqueiros

Pesca do bacalhau proibida?

 

 

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