2003-10-28

Subject: Aranhas-lobo recordam o primeiro amor 

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do Boletim Informativo Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Aranhas-lobo recordam o primeiro amor 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Uma aranha-lobo macho que tenha semelhanças com o primeiro parceiro da fêmea tem menos probabilidades de acabar devorado, revelaram os cientistas. As fêmeas da aranha-lobo Schizocosa uetzi preferem acasalar com machos semelhantes aos que encontraram quando não eram sexualmente maduras. Este facto sugere que os invertebrados apresentam um reconhecimento social, mantido e recordado durante a sua vida. 

Na natureza, os machos da aranha-lobo amadurecem muito mais rapidamente que as fêmeas, o que permite a estas últimas o contacto com numerosos machos, antes que possa acasalar. O que ela observa nesta altura da sua vida irá determinar a sua preferência sexual futura. 

Os machos seduzem as fêmeas acenando-lhes com as peludas patas dianteiras, que variam em tonalidade do castanho escuro ao preto retinto. Esta variação permite às fêmeas distinguir os diversos pretendentes, dado que são muito rigorosas nesta selecção. 

A fêmea irá escolher patas de coloração semelhante à que observou em jovem, sendo os machos recusados devorados antes do fim da corte. Deste modo, as fêmeas evitam acasalar com machos pouco familiares. 

Este reconhecimento social nunca tinha sido documentado em invertebrados anteriormente, revelando um grau de complexidade não reconhecido. 

Em mamíferos, o reconhecimento social é, em geral, usado com efeitos opostos: os mamíferos escolhem frequentemente parceiros pouco familiares, evitando o cruzamento com indivíduos da mesma família ou aparentados. Este problema não parece ser preocupante para as aranhas-lobo, encontradas em todo o mundo nos mais diversos ecossistemas. Na natureza a sua densidade populacional é tão elevada, que encontrar um parente para acasala r será bastante improvável. 

Em geral, este tipo de comportamento surge por fornecer vantagens evolutivas, mas neste caso essas vantagens não estão identificadas. Talvez estejam relacionadas com o facto dos machos mais fortes e aptos terem tendência para amadurecer mais cedo, levando as fêmeas a escolher os que se lembram já serem maduros quando elas ainda eram adolescentes. 

Dado que as aranhas-lobo vivem entre numerosas espécies aparentadas, a busca por um parceiro semelhante pode ser uma forma de garantir o acasalamento dentro da espécie. 

 

 

 

Outras Notícias:

Leões marinhos têm pensamento lógico

 

De acordo com investigadores de um laboratório californiano, os leões marinhos são pensadores lógicos. Após uma década de testes, a memória a longo prazo destes animais foi testada ao máximo. 

Fazendo corresponder formas idênticas e símbolos, os investigadores puderam avaliar como o animal adapta à aprendizagem o conceito de igualdade. Este estudo foi o primeiro realizado num não-Primata. 

Foi pedido a um leão marinho californiano Zalophus californianus que escolhesse, de cartões com letras e números variados, os mais semelhantes, após o que era recompensado quando acertasse. O cartão é indicado apontando com o nariz, explicaram os cientistas. 

Os leões marinhos vivem entre 15 e 25 anos, e ao longo desse tempo conseguem recordar a estratégia que utilizaram para resolver um dado problema, tal como acontece com o Homem. 

O período de retenção da memória agora demonstrado no leão marinho é o maior alguma vez registado para um animal não-humano. Os investigadores esperam que outros estudos comprovem que os animais utilizam a memória a longo prazo para realizar ajustes no seu comportamento. 

 

 

Saber mais:   

Mecanismo da memória de longo prazo

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2003


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com