2004-08-25

Subject: Feições assimétricas associadas a agressividade

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Feições assimétricas associadas a agressividade 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Por vezes pode valer a pena julgar pelas aparências: parece que pessoas com feições menos simétricas têm tendência para ser mais agressivas. Num estudo sobre conversas telefónicas frustrantes e causadoras de stress, os sujeitos com faces ou corpos menos regulares tinham reacções mais iradas.

A falta de simetria é conhecida como um sinal de desenvolvimento ligeiramente imperfeito, pelo que os investigadores especulam que pessoas com características externas menos regulares possam também ter pequenos defeitos no sistema nervoso, que lhes dificultam o controlo dos impulsos agressivos.

A associação entre a assimetria e a agressividade já tinha sido sugerida anteriormente mas nunca devidamente testada. Tentativas anteriores dependiam do relato dos próprios sujeitos sobre os seus níveis de agressividade ou de criminosos violentos, com níveis de agressividade anormalmente elevados.

Zeynep Benderlioglu, da Ohio State University em Columbus, e a sua equipa contornaram o problema recrutando 100 voluntários e pregando-lhes uma partida. Após uma medição das suas orelhas, pulsos, palmas, tornozelos, pés e cotovelos para quantificar o seu grau de simetria, os investigadores disseram aos sujeitos que estavam a testar a influência da simetria na capacidade de persuasão. 

Assim, pediram a cada um dos voluntários para realizar duas chamadas telefónicas de angariação de donativos para obras de caridade, prometendo-lhes bilhetes de cinema grátis em caso de sucesso. O que não revelaram foi o facto de a obra de caridade não existir e que os potenciais doadores eram realmente membros da equipa com ordens para reagir de uma determinada forma.

O primeiro potencial doador era amistoso, alegando que não tinha disponibilidade monetária para fazer a doação e pedindo desculpa profusamente, mas o segundo era mais hostil, chegando a ser rude para os voluntários com as suas alegações de que as caridades eram uma perda de tempo e dinheiro.

O que os voluntários também não sabiam era que os investigadores tinham instalado um equipamento que media a força com que o oscultador era colocado no descanso, após as chamadas. Sinto-me um pouco culpada por te-los enganado, diz Benderlioglu, mas foi em nome da ciência.

 

Os sujeitos assimétricos tinham uma maior probabilidade de bater com o oscultador  no fim das chamadas que os os sujeitos mais assimétricos, indicando que a rejeição os tinha feito ficar mais zangados, relatam os investigadores no American Journal of Human Biology.

A assimetria é geralmente causada por condições abaixo do ideal no útero, salienta Benderlioglu. Ela acredita que os resultados mostram que o ambiente em que um feto se desenvolve tem efeitos muito subtis no sistema nervos, bem como outros mais óbvios nas características externas. As mães que bebem, fumam ou estão doentes durante a gravidez têm maior probabilidade de ter filhos indisciplinados, sugere ela.

A equipa também encontrou diferenças entre as respostas de homens e mulheres. As voluntárias tinham uma maior tendência para se enfurecerem pelos doadores rudes, mas os voluntários batiam com o oscultador mais violentamente perante os doadores delicados.

Então porque não ficavam os homens mais furiosos perante a rejeição e a rudeza? Os homens podem ficar agressivos mais rapidamente que as mulheres mas também são os primeiros a recuar se as coisas ficam algo tremidas, sugere Benderlioglu. Não parecem capaz de tolerar tanta ira como as mulheres, os homens estão mais atentos ao seu estado físico, como o batimento do coração.

No entanto, ambos os sexos, não interessa quão simétricos, são capazes de ter ataques improdutivos de fúria. Na parte final do estudo, os investigadores pediram aos voluntários que seleccionassem uma de 3 cartas a enviar aos potenciais doadores. Geralmente os sujeitos escolhiam a carta mais ríspida para o doador rude, onde se referia que a pessoa estava a prestar um mau serviço à comunidade, o que não parece ser a melhor forma de encorajar futuras doações. 

 

 

Saber mais:

Porque dói menos ser macho

Handedness equals hairstyle

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com