2004-08-24

Subject: Diagnóstico errado leva a morte de aves de rapina

News of the Wild

 

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Diagnóstico errado leva a morte de aves de rapina 

 

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Quando várias aves adoeceram, no ano passado, no Centro de Aves de Rapina da Universidade de Auburn, os peritos ficaram intrigados com a explicação de que o culpado seria uma doença mortal nunca antes vista em aves de rapina.

A incredulidade aumentou ainda mais quando um estudo independente revelou que a doença tinha sido mal diagnosticada e que os guardas do centro de reabilitação, abrigo para para centenas de aves doentes ou feridas, tinham decidido precipitadamente abater aves saudáveis.

Parece-nos que o gatilho foi carregado demasiado cedo, antes de se saber com o que se estava a lidar, diz Patrick Redig, director do Centro de Aves de Rapina da Universidade do Minnesota e um dos autores do estudo.

As descobertas de Redig e colegas foram enviadas para Auburn e para o U.S. Fish and Wildlife Service em Janeiro mas não foram tornadas públicas até agora. Em vez de um microrganismo ou, segundo uma teoria posterior, má-nutrição, o relatório culpa técnicas laboratoriais erradas e uma sucessão de más decisões pelo surto de mortes, que levou ao despedimento do director do centro.

Cerca de 25 aves do Auburn's Southeastern Raptor Rehabilitation Center morreram entre Novembro de 2002 e meados de 2003, 17 das quais abatidas como forma de impedir a propagação da doença para outras aves. Mas Redig, colega de André Ziegler, um patologista do Laboratório de Diagnóstico Veterinário, descobriu que os testes usados para determinar a presença da doença eram próprios de aves da capoeira e não para aves de rapina, logo as aves foram abatidas com base em falsos positivos. 

Timothy Boosinger, deão da escola veterinária de Auburn, considera que as acções tomadas pelo centro foram apropriadas perante as informações disponíveis na altura. Segundo ele, pouco se sabe sobre infecções por micoplasma e o centro tinha que tomar as medidas necessárias perante testes positivos.

 

Depois de concluirem que as aves não sofriam de infecção por Mycoplasma gallisepticum, os funcionários do centro de Auburn culparam a carência de vitamina A pela morte das aves. Como prova desta teoria, apresentaram feridas abertas na boca de algumas aves. No entanto, Redig refere que esse não era um diagnóstico definitivo, pois apenas uma ave sofria de má nutrição. 

Não estou nada contente com a declaração do deão Boosinger, em que refere que grave má nutrição teve um papel crucial na morte da várias aves, escreve Ziegler. Pelo contrário, escreve Redig, a principal razão para as mortes foi o facto de os falsos positivos terem sido entregues a uma organização sem um líder capaz.

Joe Shelnutt, que foi despedido do cargo de director do centro nomeio da crise, recusa as acusações de má gestão. Segundo ele, as alegações de má nutrição surgiram apenas 3 meses após a sua saída.

Perto de um ano após todos estes acontecimentos, o centro contratou um novo director e voltou a realizar os espectáculos para crianças e grupos de curiosos. As boas notícias, refere o deão Boosinger, é que agora sabemos mais sobre infecções de micoplasmas em aves de rapina do qualquer outro centro deste tipo no mundo, sendo uma grande ajuda para todos. 

 

 

Saber mais:

Raptor Center do Alabama

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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