2004-08-21

Subject: Gafanhotos: crise africana agrava-se

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Gafanhotos: crise africana agrava-se 

 

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Os peritos alertaram para o perigo que os milhões de gafanhotos que estão a devorar tudo em alguns países africanos se tornem numa verdadeira praga, enquanto a Austrália se prepara para a chegada de outra espécie dos vorazes insectos.

Os gafanhotos africanos do deserto Schistocerca gregaria, juntam-se em enxames voadores que conseguem "limpar" um campo de cultivo da noite para o dia. Desde o final do ano passado, o tempo chuvoso tem aumentado a sua taxa reprodutora no noroeste africano, pelo que o seu número tem vindo sucessivamente a aumentar.

Esta semana, a Food and Agriculture Organization (FAO) alertou que os enxames estão a aumentar na Mauritânia, Mali e Níger e estão a espalhar-se em direcção ao Chad. A taxa reprodutora não tem qualquer precedente, refere Clive Elliott, membro do grupo de alerta contra gafanhotos da FAO em Roma. O número de enxames é muito superior ao que se esperava. 

Os peritos temem que os gafanhotos se estendam até ao Sudão e Médio Oriente, altura em que a situação entrará na categoria de praga. Os enxames podem mesmo sobreviver vários anos. Elliott já considera a situação pior do que o período equivalente da última praga, que ocorreu entre 1986 e 1989.

O tempo chuvoso tem sido o principal motor da progressão dos enxames, pois fornece-lhes vegetação fresca para se alimentarem e solo húmido para porem os ovos. De cada vez que os insectos procriam, o que já fizeram pelo menos 4 vezes desde Outubro último, o seu número aumenta 20 vezes. 

Elliott explicou que ajuda financeira já está a ser fornecida pela comunidade internacional, mas exactamente como irá a situação altera-se depende muito do impacto dos mecanismos de controlo e das condições climatéricas. Um das causas para o fim da última praga foi o surgimento de ventos que empurraram os enxames para o Atlântico. 

 

No meio da batalha contra a praga, a FAO está a pedir estudos que descubram novas formas de controlar os insectos, para além dos habituais pesticidas com organofosfatos pulverizados por avião. A organização espera testar um produto que impeça os insectos de produzir a quitina dos seus exosqueletos, que seria aplicado como uma barreira em volta do deserto, matando os juvenis por impedir o crescimento através da muda das carapaças.

Na Austrália, entretanto, os peritos alertaram esta semana para o eminente ataque às colheitas por gafanhotos australianos Chortoicetes terminifera. O presente tempo húmido significa que os insectos podem tornar-se uma praga, tal como em 1987.

Os gafanhotos desenvolveram-se após as fortes chuvadas no sul de Queensland e norte de New South Wales em Janeiro. Os ovos colocados no solo por essa altura devem chocar a qualquer momento e, apesar da escala da população esperada ser difícil de prever, Laury McCulloch, directora da Australian Plague Locust Commission em Canberra, espera que seja um surto muito grave que atinja zonas livres de gafanhotos há mais de 25 anos. 

 

 

Saber mais:

FAO Desert Locust Information Service

Australian plague locust commission

Gafanhotos - verdadeiras pragas bíblicas

Triliões de cícadas assolam Estados Unidos

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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