2004-08-20

Subject: carência de primatas impede o progresso da ciência?

News of the Wild

 

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Em destaque:

carência de primatas impede o progresso da ciência? 

 

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Uma carência a nível mundial de primatas de laboratório pode estar a atrasar a investigação de novos medicamentos e questões genéticas, alega-se num artigo recentemente publicado. O problema, realçado pela primeira auditoria global dos estudos com primatas, é considerado como uma ameaça aos avanços no conhecimento de doenças como a SIDA e problemas neurológicos.

Peritos suecos recolheram dados sobre 3000 relatórios de investigação para determinar até que ponto os primatas foram usados na investigação em 2001, tendo publicado as suas conclusões na revista New Scientist. 

A auditoria, feita por investigadores da Universidade de Uppsala na Suécia, identificou 4411 estudos que envolviam experiências em mais de 41000 animais. Perto de 200000 primatas podem ser usados, por ano, para investigação científica, estimam os autores, mas este número elevado não revela a falta de macacos e grandes símios disponíveis para os cientistas. 

A procura de primatas subiu em flecha, em parte devido à necessidade de utilização de espécies relacionadas de perto com o Homem em investigação sobre SIDA. Alguns cientistas pensam que a carência pode estar a impedir avanços cruciais no estudo de doenças neurológicas, HIV, desenvolvimento de novos medicamentos e genética.

A escassez de primatas significou a recusa de atribuição de fundos a muitos projectos, pois os cientistas não conseguiram obter animais suficientes para a realização das experiências.

 

O professor Colin Blakemore, chefe executivo do Medical Research Council (MRC) britânico considera que a realização de experiências em primatas é a única opção num vasto número de áreas, apesar das enormes pressões contra o uso de experiências em animais.

A auditoria revelou que os macacos do Velho Mundo são os preferidos na investigação, sendo usados em 65% das experiências. Os macacos do Novo Mundo apenas foram usados em perto de 15% dos estudos e grandes símios como os chimpanzés em perto de 9%.

O relatório acentua o facto que os artigos de investigação raramente mencionam as condições em que os primatas são mantidos, bem como o historial da investigação. Este facto tornou difícil avaliar a validade científica das experiências realizadas e complicado para outros investigadores replicarem essas investigações. 

 

 

Saber mais:

New Scientist

Redução dos testes em animais parece ser uma realidade 

Cientistas questionam o interesse das experiências em animais

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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